Com
a pandemia surgiu à emergência de se trabalhar de forma remota. O domínio básico
de instrumentos digitais se faz necessário, uma vez que as mídias sociais e,
portanto materiais digitais tomaram uma proporção muito maior neste período.
Com
isso, uma das necessidades que senti, foi de aprender como se faz edições de
vídeos (sobreposições de tela, legendas, links, entre outros), e a partir deste
desejo de aprender sobre, é que busquei tutoriais, alguns conhecidos
entendedores do assunto e principalmente, testando no próprio programa editor
de vídeos.
Após
adquirir estes conhecimentos consegui auxiliar boa parte do grupo do qual sou
bolsista a realizar a inscrição em um evento que entre outros aspectos
evidencia o ensino a pesquisa e a extensão.
Além
disso, também consegui realizar alguns trabalhos pessoais e outros que surgiram
após a divulgação deste conhecimento (ainda em construção) desvendado durante a
quarentena.
Compartilho
nesta postagem os vídeos, que estão disponíveis online, dos quais tenho orgulho
e prazer de ter feito parte do processo editorial.
Em ligação telefônica com uma amiga muito próxima e
colega de profissão, conversávamos sobre as diferentes proposições que permeiam
a docência, e salientado por ela, uma das nossas responsabilidades como
educadoras é de democratizar os saberes e como isto vem se tornando tão
imprescindível neste momento pandêmico no qual estamos vivendo. Depois
conversamos sobre outros assuntos, e ao desligar o telefone, essa fala permeou
meus pensamentos “democratizar os saberes” e fiquei me questionando “Como posso
democratizar ainda mais meus saberes?” e a resposta a essa pergunta interna, me
levou imediatamente a organizar a escrita de um roteiro organizacional (no qual
estou me guiando) para a próxima SIIEPE.
Considerei e de fato comecei a apontar meus passos
metodológicos, uma vez que entendo que nem todas as pessoas saberiam se organizar
para começar a trabalhar, e disponibilizar este roteiro, é expressar que
internalizei os conceitos de Lahire (1997), onde o autor evidencia a
importância de cada passo metodológico para o produto final (a pesquisa/escrita).
Com tudo, espero que o roteiro auxilie na produção de vídeos, e instigue-os a
futuramente criar seus próprios roteiros, conforme acreditem ser melhor de se
trabalhar.
Abaixo,
segue minha organização em forma de roteiro.
Organização
do espaço:
- Câmera na horizontal;
- Quadro negro;
- Iluminação;
- Enquadramento: Ficar
posicionada mais para um dos lados da câmera, e deixar um espaço livre onde
irão aparecer fotos, prints, e alguns elementos que ilustram e complementam a
fala;
- Pensar em espaço que
evidencie a tradução de libras;
- Roupa: Camiseta do Pet
Educação e acessórios que remetam a Fada Moderna;
Organização
da fala:
- Apresentação breve (primeiro
nome, semestre e curso) + trabalho intitulado como: FADA MORDERNA – DO PRESENCIAL AO REMOTO.
- Introdução, Metodologia, Resultados e discussão, Conclusão.
Depois dos primeiros quatro meses trabalho
remoto, me sinto madura para refletir sobre a importância e o impacto positivo
que estas ações têm tomado na vida das pessoas, sejam elas, jovens, adultos e
principalmente as crianças que neste período, onde precisamos ficar em casa, e
muitas vezes já esgotamos os meios pelos quais buscamos entretenimento, as
plataformas da Fada Moderna conseguem suprir esta necessidade, com qualidade e
de forma gratuita.
Outro ponto a ser tocado na conclusão desta
perspectiva, onde precisei relatar, defender e convencer sobre a qualidade do
que venho desenvolvendo neste período remoto é que me remeto ao que Morais e
Prado (2011, p.148) afirmam como sendo difícil quando “tomamos como objeto de
investigação uma experiência na qual fomos (ou somos) também partícipes, quando
elegemos materiais de análise nos quais estamos profundamente implicados”
- Referências
Organização
- edição do vídeo:
- Editor: Movavi Vídeo
editor plus 2020;
- Plataformas
complementares: Gravador de áudio do celular, Câmera do celular, Paint
(padronizar o tom de azul das telas em que aparecem no vídeo), Power point
(montagem das logos – primeira tela);
- Trilha sonora: https://www.youtube.com/watch?v=lMhEYRp37mc
(baixar a música em um conversor online de vídeos do youtube para mp3), quando
adicionar o áudio a apresentação equalizar para diminuir o som somente da trilha
sonora (para que ela não fique mais alta que a voz);
- Vídeo inicia com as logos
da Ufpel, FaE, SIIEPE, CEC e PET em fundo azul (referencia ao pet) +
#pracegover;
- Efeito “piscada de olho”;
- Título do trabalho, fundo
azul (referencia ao Pet), letras em rosa (fazendo referencia a personagem) +
#pracegover;
- Efeito “piscada de olho”;
- Imagem com nome da tutora,
apresentadora e da interprete, azul (referencia ao Pet), letras em rosa
(fazendo referencia a personagem) + #pracegover;
- Efeito “piscada de olho”;
- Imagem do cenário onde o
vídeo irá acontecer + áudio #paracegover;
O ano de 2020 surpreendeu com a inviabilidade de realizar presencialmente as demandas do nosso cotidiano, especialmente as que exigem aglomeração de pessoas. Com isso posto, desde 16 de março, quando foi oficialmente declarada a suspensão das atividades acadêmicas presenciais na UFPel até o presente momento, considero ter vivido três grandes fases que afetaram minha vida (não faço distinção entre a pessoal e a acadêmica, uma vez que, praticamente falando, uma é transversal a outra), sendo elas: Negação, aceitação e continuidade.
Boa parte do período inicial da pandemia, me negava a acreditar que todos meus planos escorriam pelos dedos. Mas entendia que não era consequência dos meus atos para as coisas não estarem dando certo naquele momento. Me isolei, fiquei sem rotina, virava dias e noites fazendo "vários nadas" e me cobrando muito por não ser produtiva. Os
primeiros dois meses (março-abril) foram de total desatino. Sono desregulado,
cumprindo algumas demandas obrigatórias do grupo no qual sou bolsista, algumas
atividades do colégio onde realizava estágio - não obrigatório - e alimentando
os sentimentos de angústia, aflição, ansiedade, insegurança, incapacidade e
principalmente medo. O que me encaminhou para segunda fase, que chamo de
aceitação.
Conversei
com alguns amigos próximos e pessoas especializadas que me ajudaram a focar nas
construções que poderiam acontecer; neste período pandêmico, uma vez que
ninguém sabe quando vai acabar. Comecei a procurar formas de melhor desenvolver
as atividades e demandas que estava tendo como bolsista, uma vez que as mesmas
começaram a aumentar, já que o grupo havia entendido que era preciso firmar uma
continua rotina remota.
Nesta
mesma fase, também foi lançado o calendário alternativo da UFPEL, no qual me
matriculei em cinco projetos, um deles sendo o planejado para as discentes do
nono semestre, intitulado “Pedagogia da Presença: Redes de desenvolvimento
humano em tempos de pandemia” que consiste na escrita de um artigo pautado no
resgate aos principais elementos observados no segundo semestre de 2019, com a
turma que faria o estágio curricular obrigatório.
Na
aceitação (maio-agosto), acredito de ter aprendido a organizar/otimizar o tempo,
ter trabalhado, traçado metas, cumprido objetivos, realizando alguns projetos
autorais, bem como concluído alguns dos projetos que iniciei no calendário
remoto e deixando bem encaminhado outros.
A
terceira fase é a que estou vivendo agora, a continuidade da anterior, tudo que
aprendi, estou replicando, o que plantei, estou começando a colher. Considero
ter me adaptado rapidamente ao momento que infelizmente estamos enfrentando, e
por mais que seja óbvio, ainda assim é importante ressaltar que o profissional o
qual propõe-se ser educador, precisa estar disposto a encarar e saber lidar com
as mudanças.
ARTIGO SUBMETIDO NO VII CONGRESSO DE EXTENSÃO E CULTURA - VI SIIEPE - UFPEL 2020
FADA
MODERNA: DO PRESENCIAL AO REMOTO
ESTEFÂNIA
ALVES KONRAD1;
CRISTINA MARIA
ROSA3.
1Universidade Federal de Pelotas – estefaniakonrad@hotmail.com
3Universidade Federal de Pelotas – cris.rosa.ufpel@hotmail.com
1. INTRODUÇÃO
No trabalho
apresento a criação, produção e execução de um projeto interativo
personagem-conteúdo-público intitulado “Fada Moderna”. Por meio de postagens em
blog
desde 12 de maio de 2020 e em um perfil na plataforma Instagram desde
11 de junho de 2020, tive como objetivo democratizar o acesso a escritas
literárias e acadêmicas. Autorizada por autoras e autores, realizo leituras e
reproduções de trechos de livros. Discente em Pedagogia na FaE/UFPel, venho
adquirindo experiência na leitura de textos literários – especialmente
literatura infantil – através de projetos desenvolvidos como bolsista do
Programa de Educação Tutorial (PET Educação UFPel), o que justifica meu
interesse. Em 2020, com a inviabilidade de exercer as demandas no modo
presencial, surgiu à emergência de organizar formas para manter o estudo e o
vínculo com as tarefas de ensino, pesquisa e extensão. Assim, divulgar a já
consolidada “Fada Moderna” – personagem criada com intuito de ser bilhete de
ingresso em plataformas online – foi o modo de manter leituras que,
anteriormente, ocorriam em escolas, eventos literários, bibliotecas, seminários
e festas comunitárias, entre outras. Ao criar veículos virtuais, gerei um material
que originou esse estudo.
A primeira
pergunta que surgiu, quando do desejo de divulgar todo o experimento foi: Este
trabalho se caracteriza como extensão? Se sim, em que termos teóricos eu o
defenderia?Sou estudante, pesquisadora
e criei uma personagem. Como essas três “identidades” se inserem em um trabalho
científico? Quem descreve quem? A personagem e a pesquisadora podem ser objetos
de estudo?
Com essas
dúvidas, busco escritas sobre a importância da utilização de personagens e as
encontro em (NUNES, 2015) e sobre a escrita autobiográfica (BUENO, 2002). NUNES
(2015) reitera que as tecnologias – cada vez mais na realidade das crianças –
juntamente com personagens, são artifícios que “[...] acaba por dizimar a magia
e a riqueza que há por trás desse recurso, que vai além de informar, entreter,
motivar ou simplesmente transmitir algo” (p. 16). BUENO (2002) evidencia que a
narrativa não é “[...] um relatório de acontecimentos, mas a totalidade de uma
experiência de vida que ali se comunica” (p. 20). No artigo O método autobiográfico e os estudos com
histórias de vida de professores: A questão da subjetividade, a autora
relaciona esse método com a formação dos professores, momento em que me
encontro agora. Em suas palavras:
Fundamentalmente, é preciso pensar a formação do professor como um
processo, cujo início se situa muito antes do ingresso nos cursos de
habilitação – ou seja, desde os primórdios de sua escolarização e até mesmo
antes – e que depois destes tem prosseguimento durante todo o percurso profissional
do docente (BUENO, 2002, p.22).
Pautada nestes
princípios teóricos e metodológicos é que argumento pela necessidade e
importância de colocar em prática e refletir sobre as ações que envolvem
personagens, principalmente quando se trata de futuras(os) professoras(es).
2.
METODOLOGIA
Ao buscar
descrever a criação, produção e execução do projeto “Fada Moderna” no universo
da 6° SIIEPE, cerquei-me de metodologias de cunho qualitativo – segundo GUERRA
(2014), uma abordagem que “objetiva aprofundar-se na compreensão dos fenômenos
que estuda” (p. 11), – e de atitudes exploratórias, que buscam “levantar
informações sobre um determinado objeto, delimitando assim um campo de
trabalho” (SEVERINO, 2007, p.123). Como procedimento, escolhi realizar um inventário
– produto e o processo de alguém que está em busca (PRADO; MORAIS, 2011) –
acerca do grupo de ações que surgiram em tempos de trabalho obrigatoriamente
remoto. Inventários, de acordo com PRADO; MORAIS (2011):
[...] revelam nossas próprias contradições, limites, inconclusões,
incertezas, imprecisões. Ele é o produto e o processo de alguém que está em
busca de um modelo que reconheça e incorpore a possibilidade de pensar o
conhecimento de maneira compartilhada e complexa. Em busca. Não em chegada.
(PRADO; MORAIS, 2011, p.146).
Levando em
conta os postulados acima, descrevo passos – ideias, escolhas, tentativas,
manifestações, atitudes, desvios, trocas de rota – ou seja, todos os
procedimentos metodológicos dos quais lancei mão, no período de quatro meses
(maio a setembro de 2020) para chegar ao universo online com a Fada Moderna e
seu conteúdo e a desenvolver como um projeto extensionista.
Passos:
O primeiro
passo foi criar uma conta na plataforma “Blogger”
– para isso é preciso ter um e-mail já existente;
Configurar
layout de acordo com as minhas necessidades, portanto configurei as cores e a
forma de apresentação do blog para o público e adicionei um plano de fundo –
feito na plataforma “Canva.com”;
Compartilhar
minhas escritas autorais com determinada frequência e procurar formas de
divulgar para que outras pessoas pudessem ter acesso a este trabalho;
Pensar na
divulgação, que a princípio se deu por compartilhamentos em grupos da
plataforma “Whatsapp” e,
posteriormente, pensando em expandir o acesso é que criei a conta na plataforma
“Instagram”.
No Instagram, além do feed de notícias, onde posto “chamadas” para que os seguidores
acessem o blog, também utilizo o recurso de “hashtags” famosas que tenham ligação com a escrita, para que
leitores – ainda não seguidores - possam se deparar com este trabalho;
Para validar e
engajar a plataformas que impulsionam o trabalho autoral inscrevi o projeto
“Fada Moderna” em eventos: no edital cultural promovido pela ADUFPEL em julho
deste ano e no VII CEC/ VI SIIEPE/UFpel, por exemplo.
3.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Emergencialmente,
precisei aprender a trabalhar de forma remota, em âmbito geral, sendo esta a
maior descoberta. Apesar das dificuldades iniciais, percebi que um grupo
considerável de ações idealizadas em curto período foi desenvolvido com êxito,
encorajando-me a planejar projetos a médio e longo prazo. Entre as já postas em
prática, tenho disponível hoje, em ambas as plataformas, escritas acadêmicas e
literárias, bem como fotografias, ilustrações, correções ortográficas e
melhoramentos que foram ocorrendo conforme os feedbacks do público.
Uma das
maiores satisfações, neste curto período de existência do projeto, foi perceber
a identificação de um grupo de crianças que, em contato com as escritas literárias
infantis, se deleitaram, curtindo cada história, conto e poema.
4. CONCLUSÕES
Depois dos
primeiros quatro meses de trabalho remoto, sinto-me madura para refletir sobre
a importância e o impacto positivo destas ações na vida das pessoas, sejam elas
jovens, adultos e, principalmente, crianças que, neste período, acessam com
mais intensidade as plataformas em busca de conteúdo relevante. Acredito que o
programa Fada
Moderna consegue suprir esta necessidade com qualidade e
gratuitamente.Compreendi a escrita de
PRADO; MORAIS (2011) para quem é difícil quando “tomamos como objeto de
investigação uma experiência na qual fomos (ou somos) também partícipes, quando
elegemos materiais de análise nos quais estamos profundamente implicados”
(p.148). Estou aprendendo. Observando do ponto de vista da extensão
universitária, compreendo que ao propor, desenvolver, receber retorno e
avaliar, completo o grupo de critérios típicos de um projeto. Sua continuidade
é um de meus objetivos.
5.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BUENO, B. O. O método autobiográfico e os estudos com
histórias de vida de professores: A questão da subjetividade. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28,
n.1, p. 11-30, 2002.
GUERRA, E. L. A. Manual
de pesquisa qualitativa. Belo Horizonte: Grupo Ânima Educação, 2014.
KONRAD, E. A. Fada
Moderna. Blogspot, Pelotas, c2020. Acessado em: 12 de Set. de 2020. Online.
Disponível em:https://efadamoderna.blogspot.com/
NUNES, G. V. O
jogo narrativo na educação infantil: compreendendo o mundo através de
personagens. TCC (Graduação em pedagogia) – Faculdade de Educação,
Unipampa.
PRADO, G. V. T. MORAIS, J. F. S. Inventário –
Organizando os achados de uma pesquisa.
EntreVer, Florianópolis, v. 01, n.01, p. 137-154, 2011.
SEVERINO, A. J.
Metodologia do trabalho cientifico. São Paulo: Ed. Cortez, 2007.
Senhoras e senhores do ano de 2020 Leiam
Livros
Nunca deixem de ler livros
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro
Seria esta: Leiam livros!
Os benefícios a longo prazo da leitura de livros
Estão provados e comprovados pela ciência
Já o resto de meus conselhos não tem outra base
Confiável além de minha própria experiência errante
Mas agora eu vou compartilhar
Esses conselhos com vocês
Aproveite bem, o máximo que puder
O poder e a beleza da juventude
Ou, então, esquece
Você nunca vai entender mesmo
O poder e a beleza da juventude
Até que tenham se apagado
Mas pode crer, daqui a vinte anos
Você vai evocar as suas fotos
E perceber de um jeito que você
Nem desconfia hoje em dia
Quantas, tantas alternativas
Se escancaravam a sua frente
E como você realmente estava com tudo em cima
Você não tá gordo ou gorda
Não se preocupe com o futuro
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que
Pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete
Para tentar resolver uma equação de álgebra
As encrencas de verdade de sua vida, tendem a vir de
Coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada
E te pegam no ponto fraco às 4h da tarde
De uma terça-feira modorrenta
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa
Que te meta medo de verdade Leia!
Não seja leviano com o coração dos outros
Não ature gente de coração leviano Indique
leituras!
Não perca tempo com inveja
Às vezes se está por cima
Às vezes por baixo
A peleja é longa e, no fim
É só você contra você mesmo
Não esqueça os elogios que receber
Esqueça as ofensas
Se conseguir isso, me ensine
Guarde as antigas cartas de amor
Jogue fora os extratos bancários velhos Seja
livre!
Não se sinta culpado
Por não saber o que fazer da vida
As pessoas mais interessantes que eu conheço
Não sabiam, aos vinte e dois
O que queriam fazer da vida
Alguns dos quarentões mais interessantes
Que eu conheço ainda não sabem
Tome bastante cálcio
Seja cuidadoso com os joelhos
Você vai sentir falta deles
Talvez você case, talvez não
Talvez tenha filhos, talvez não
Talvez se divorcie aos quarenta
Talvez dance ciranda
Em suas bodas de diamante
Faça o que fizer não se auto congratule demais
Nem seja severo demais com você
As suas escolhas tem sempre
Metade das chances de dar certo
É assim para todo mundo
Desfrute de seu corpo
Use-o de toda maneira que puder, mesmo
Não tenha medo de seu corpo
Ou do que as outras pessoas possam achar dele
É o mais incrível instrumento
Que você jamais vai possuir
Empode-se!
Leia as instruções
Mesmo que não vá segui-las depois
Não leia revistas de beleza
Elas só vão fazer você se achar feio!
Dedique-se a conhecer os seus pais
É impossível prever
Quando eles terão ido embora, de vez
Seja legal com seus irmãos
Eles são a melhor ponte
Com o seu passado
E possivelmente
Quem vai sempre mesmo
Te apoiar no futuro
Entenda que amigos vão e vem
Mas nunca abra mão de uns poucos e bons
Esforce-se de verdade para diminuir
As distâncias geográficas e de estilos de vida
Porque quanto mais velho você ficar
Mais você vai precisar das pessoas
Que você conheceu quando jovem
More uma vez sozinho
Mas vá embora antes de endurecer
More uma vez com os amigos
Mas se mande antes de amolecer Use
o livro como passaporte para viajar!
Aceite certas verdades inescapáveis
Os preços vão subir, os políticos vão saracotear
Você também vai envelhecer!
E quando isso acontecer
Você vai fantasiar que quando era jovem
Os preços eram razoáveis
Os políticos eram decentes
E as crianças respeitavam os mais velhos
Respeite os mais velhos
E não espere que ninguém segure a sua barra
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada
Talvez case com um bom partido
Mas não esqueça que um dos dois
Pode de repente acabar
Mexa
nos cabelos E
então quando você chegar
Aos 40 vai poder se arrepender só do que não fez
Cuidado com os conselhos que comprar
Mas seja paciente com aqueles que os oferecem
Conselho é uma forma de nostalgia
Compartilhar conselhos é um jeito
De pescar o passado do lixo, esfregá-lo
Repintar as partes feias
E reciclar tudo por mais do que vale Mas
na leitura de um bom livro, acredite!