quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Aprendizagens em tempos de educação remota

        O ano de 2020 surpreendeu com a inviabilidade de realizar presencialmente as demandas do nosso cotidiano, especialmente as que exigem aglomeração de pessoas. Com isso posto, desde 16 de março, quando foi oficialmente declarada a suspensão das atividades acadêmicas presenciais na UFPel até o presente momento, considero ter vivido três grandes fases que afetaram minha vida (não faço distinção entre a pessoal e a acadêmica, uma vez que, praticamente falando, uma é transversal a outra), sendo elas: Negaçãoaceitação e continuidade.

        Boa parte do período inicial da pandemia, me negava a acreditar que todos meus planos escorriam pelos dedos. Mas entendia que não era consequência dos meus atos para as coisas não estarem dando certo naquele momento. Me isolei, fiquei sem rotina, virava dias e noites fazendo "vários nadas" e me cobrando muito por não ser produtiva. Os primeiros dois meses (março-abril) foram de total desatino. Sono desregulado, cumprindo algumas demandas obrigatórias do grupo no qual sou bolsista, algumas atividades do colégio onde realizava estágio - não obrigatório - e alimentando os sentimentos de angústia, aflição, ansiedade, insegurança, incapacidade e principalmente medo. O que me encaminhou para segunda fase, que chamo de aceitação.

Conversei com alguns amigos próximos e pessoas especializadas que me ajudaram a focar nas construções que poderiam acontecer; neste período pandêmico, uma vez que ninguém sabe quando vai acabar. Comecei a procurar formas de melhor desenvolver as atividades e demandas que estava tendo como bolsista, uma vez que as mesmas começaram a aumentar, já que o grupo havia entendido que era preciso firmar uma continua rotina remota.

Nesta mesma fase, também foi lançado o calendário alternativo da UFPEL, no qual me matriculei em cinco projetos, um deles sendo o planejado para as discentes do nono semestre, intitulado “Pedagogia da Presença: Redes de desenvolvimento humano em tempos de pandemia” que consiste na escrita de um artigo pautado no resgate aos principais elementos observados no segundo semestre de 2019, com a turma que faria o estágio curricular obrigatório.

Na aceitação (maio-agosto), acredito de ter aprendido a organizar/otimizar o tempo, ter trabalhado, traçado metas, cumprido objetivos, realizando alguns projetos autorais, bem como concluído alguns dos projetos que iniciei no calendário remoto e deixando bem encaminhado outros.

A terceira fase é a que estou vivendo agora, a continuidade da anterior, tudo que aprendi, estou replicando, o que plantei, estou começando a colher. Considero ter me adaptado rapidamente ao momento que infelizmente estamos enfrentando, e por mais que seja óbvio, ainda assim é importante ressaltar que o profissional o qual propõe-se ser educador, precisa estar disposto a encarar e saber lidar com as mudanças. 

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