Por: Estefânia Alves Konrad
31/10 Dia da Poesia
Para comemorar o Dia da Poesia, convidei o Valdoir Campelo e a Paloma Packer para compartilhar conosco um pouco de como é escrever poesias. Com a intenção de direcionar suas partilhas, encaminhei algumas perguntas a eles e o resultado vocês conferem a seguir.
Com a palavra: Valdoir Simões Campelo
Página no Instagram @dinamismo_da_alma
Página pessoal @valdoir_simoesc
Olá leitores do Blog Fada Moderna. Sou Valdoir Simões Campelo. Primeiramente gostaria de agradecer pelo carinho e o reconhecimento dessa pessoa tão inteligente, parceira e dedicada. Bom, estou passando por aqui para falar um pouco sobre como foi meu processo de criação e composição das minhas escritas que levaram a elaboração do meu primeiro livro intitulado Dinamismo da Alma. O livro recebeu esse nome devido a tal importância que acredito que a poesia tem em nossa alma. Esse formato de leitura é capaz de nos marcar profundamente. E contou com a participação de três colegas incríveis, foram elas: Angélica dos Santos Karsburg, nossa querida Estefânia Alves Konrad e Luzia Helena Brandt Martins.
Quando/como começou teu interesse em poemas e poesias?
Por volta do ano de 2002, com oito anos de idade fui morar com meus avós. Ao chegar à cidade de Pedro Osório, onde fui matriculado na Escola Municipal General Osório. Nessa escola conheci uma professora incrível e até então só conhecia a tal literatura que partia da boca das pessoas que de certa forma não me chamava muito atenção. Essa professora tinha um jeito de olhar e de apresentar o mundo que não sei como, mas enchiam meus olhos. Num certo dia ela percebeu que gostava de leitura e então me apresentou o livro O Velho e Mar, e contou o conteúdo e o contexto de o porquê aquele livro. No primeiro refutei o convite, mas aos poucos fui me familiarizando com a leitura. E ao fim do livro comentei com essa professora que havia gostado muito, mas que era muito extenso e se ela teria alguma leitura mais curta? Foi então que ela me apresentou alguns livros de poesias. E a partir daí comecei a ter uma melhor visão sobre leitura e passei a amar poesias e contos mais curtos.
O que te motivou a compor um livro com tuas escritas?
Na verdade nunca havia pensado em compor livro, porém quando nos encontramos em isolamento, mesmo que com as famílias ou morando com os amigxs, não nos encontramos como antes.
Foi assim, me sentindo ansioso e querendo expressar o que estava sentindo que surgiram os primeiros passos para extravasar. Com uma folha de papel e um lápis comecei a escrever o que sentia, como: a saudade, a ansiedade, a emoção que ia apertando cada vez mais entre tantos outros sentimentos.
Em forma de poesias fui escrevendo e lendo o que sentia. Foi então que surgiu a necessidade de compartilhar para que de certo ponto tivesse algum retorno, talvez alguém também estivesse com a mesma necessidade de conversar. Por meio do compartilhamento com algumas colegas emergiu a ideia de montar um livro de poesias com essas escritas. Então acredito que foi a troca de ideia com as pessoas mais próximas que fui encorajado a compor o livro com as escritas que se forjaram de sentimentos que se sentiram acusados pela pandemia.
Qual tua referência(inspiração) de escritor/escritora?
Como escritores gostaria de
salientar alguns nomes que seria impossível não ter como inspiração, como:
Mário Quintana e Carlos Drummond Andrade que me marcaram profundamente com seus
textos que de certa forma me fazia sentir formigas na língua. E que louco de
repente encontrar Allan Dias Castro poeta autor do livro Voz ao Verbo. Um poeta
atual que trás uma veracidade em textos corridos como quem trás em seus textos
um afago uma voz que te diz vai, por que não ir? Ficar onde está vale apena? E
assim em um contraste entre autores que foram me inspirando a escrever.
Confesso á vocês que tive músicas como inspiração e um canto e compositor que me marcou foi o grande artista Emicida, por suas letras e história de vida. Poderia dizer que, o que me inspirou foi um conjunto entre escritores, cantores, amigxs e eternos amores.
Alguma curiosidade do processo de produção da obra?
Durante o processo de produção, me surgiram vários questionamentos se realmente queria escrever um livro? Porém toda vez que recebia algum retorno minha motivação voltava a ficar cada vez mais forte. Houve dias que ao ler o que eu escrevia em minhas poesias passava a refletir mais profundamente sobre o que estava fazendo e se o produto final iria impactar outras pessoas como acontecia comigo mesmo. E isso não posso garantir á ninguém, pois cada visão de leitura é tão pessoal, que acredito que cada pessoa que ler, terá um sentimento diferente ou não. Mas o que posso garantir que em cada poesia tem um pouco de mim, um pedacinho meu.
Com a palavra: Paloma Packer
Página pessoal no Instagram @paloma_packer_
Quando/como
começou teu interesse em poemas e poesias?
Meu interesse por esses gêneros textuais foram se formando à medida que eu ia conhecendo a diversidade dos livros, e me encantando com a forma que a poesia, ou mesmo o poema, iam completando meu jeito detalhista e sentimental de ser e ver o mundo.
O
que te motivou a compor um livro com tuas escritas?
Várias situações que eu vivia me eram
inibidas de expressar verbalmente, então fizeram com que eu conhecesse o papel
e a caneta, me abraçando em ambas, confiando nestas, cada pulsar do meu
coração. Muitas pessoas contribuíram com o meu despertar para o mundo da escrita,
desde que eu era bem pequena. Começou com meu pai, passou por muitas
professoras, em especial a professora Cristina, que me apresentou livros e
ensinamentos que trago na pele, além de alguns amigos, que liam e me
encorajavam a não desistir. Mas, bah, o que mais me motivou a construir e ter
coragem para expor meus textos, que são tão pessoais, foi mais "quem"
e não "o que", no caso, meu noivo. Ele disse que eu precisava mostrar
isso para o mundo, que as pessoas precisam de palavras bonitas também, que ele
acreditava em mim, e no bem que minhas escritas poderiam fazer no dia de uma
pessoa. Ele insistiu, como eu disse no livro... Foi essencial.
Qual tua referencia (inspiração) de escritor/escritora?
Minha inspiração literária contempla o escritor Luís Dill, Edgar Allan Poe, e a incrível Cora Coralina. Gosto de diversificar, isso me renova.
Alguma
curiosidade do processo de produção da obra?
Na verdade, foi super tranquilo colher meus
textos para elaborar o livro. Claro, fiquei com medo de parecer algo fútil e as
pessoas não gostarem, mas acho que é normal, né? Como são textos razoavelmente
pequenos, meu maior trabalho foi organizar as escritas pra que ficassem de modo
temporal. Pode ser detalhe, mas eu queria que o livro fosse uma viagem
incrível, possível de ser lida, sentida, e admirada até do avesso! Mas amolaP é
só o meu primeiro projeto, já tenho outra obra em andamento, e espero
resultados ainda maiores. Sei como fazer, e ninguém mais pode me segurar.
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Finalizo este post com minha gratidão a estes dois amigos, profissionais e seres humanos incríveis. Admiro o talento e trabalho de vocês. Parabéns!
Te amo, Paloma!
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