sábado, 31 de outubro de 2020
31.10 Dia da Poesia
Por: Estefânia Alves Konrad
31/10 Dia da Poesia
Para comemorar o Dia da Poesia, convidei o Valdoir Campelo e a Paloma Packer para compartilhar conosco um pouco de como é escrever poesias. Com a intenção de direcionar suas partilhas, encaminhei algumas perguntas a eles e o resultado vocês conferem a seguir.
Com a palavra: Valdoir Simões Campelo
Página no Instagram @dinamismo_da_alma
Página pessoal @valdoir_simoesc
Olá leitores do Blog Fada Moderna. Sou Valdoir Simões Campelo. Primeiramente gostaria de agradecer pelo carinho e o reconhecimento dessa pessoa tão inteligente, parceira e dedicada. Bom, estou passando por aqui para falar um pouco sobre como foi meu processo de criação e composição das minhas escritas que levaram a elaboração do meu primeiro livro intitulado Dinamismo da Alma. O livro recebeu esse nome devido a tal importância que acredito que a poesia tem em nossa alma. Esse formato de leitura é capaz de nos marcar profundamente. E contou com a participação de três colegas incríveis, foram elas: Angélica dos Santos Karsburg, nossa querida Estefânia Alves Konrad e Luzia Helena Brandt Martins.
Quando/como começou teu interesse em poemas e poesias?
Por volta do ano de 2002, com oito anos de idade fui morar com meus avós. Ao chegar à cidade de Pedro Osório, onde fui matriculado na Escola Municipal General Osório. Nessa escola conheci uma professora incrível e até então só conhecia a tal literatura que partia da boca das pessoas que de certa forma não me chamava muito atenção. Essa professora tinha um jeito de olhar e de apresentar o mundo que não sei como, mas enchiam meus olhos. Num certo dia ela percebeu que gostava de leitura e então me apresentou o livro O Velho e Mar, e contou o conteúdo e o contexto de o porquê aquele livro. No primeiro refutei o convite, mas aos poucos fui me familiarizando com a leitura. E ao fim do livro comentei com essa professora que havia gostado muito, mas que era muito extenso e se ela teria alguma leitura mais curta? Foi então que ela me apresentou alguns livros de poesias. E a partir daí comecei a ter uma melhor visão sobre leitura e passei a amar poesias e contos mais curtos.
O que te motivou a compor um livro com tuas escritas?
Na verdade nunca havia pensado em compor livro, porém quando nos encontramos em isolamento, mesmo que com as famílias ou morando com os amigxs, não nos encontramos como antes.
Foi assim, me sentindo ansioso e querendo expressar o que estava sentindo que surgiram os primeiros passos para extravasar. Com uma folha de papel e um lápis comecei a escrever o que sentia, como: a saudade, a ansiedade, a emoção que ia apertando cada vez mais entre tantos outros sentimentos.
Em forma de poesias fui escrevendo e lendo o que sentia. Foi então que surgiu a necessidade de compartilhar para que de certo ponto tivesse algum retorno, talvez alguém também estivesse com a mesma necessidade de conversar. Por meio do compartilhamento com algumas colegas emergiu a ideia de montar um livro de poesias com essas escritas. Então acredito que foi a troca de ideia com as pessoas mais próximas que fui encorajado a compor o livro com as escritas que se forjaram de sentimentos que se sentiram acusados pela pandemia.
Qual tua referência(inspiração) de escritor/escritora?
Como escritores gostaria de
salientar alguns nomes que seria impossível não ter como inspiração, como:
Mário Quintana e Carlos Drummond Andrade que me marcaram profundamente com seus
textos que de certa forma me fazia sentir formigas na língua. E que louco de
repente encontrar Allan Dias Castro poeta autor do livro Voz ao Verbo. Um poeta
atual que trás uma veracidade em textos corridos como quem trás em seus textos
um afago uma voz que te diz vai, por que não ir? Ficar onde está vale apena? E
assim em um contraste entre autores que foram me inspirando a escrever.
Confesso á vocês que tive músicas como inspiração e um canto e compositor que me marcou foi o grande artista Emicida, por suas letras e história de vida. Poderia dizer que, o que me inspirou foi um conjunto entre escritores, cantores, amigxs e eternos amores.
Alguma curiosidade do processo de produção da obra?
Durante o processo de produção, me surgiram vários questionamentos se realmente queria escrever um livro? Porém toda vez que recebia algum retorno minha motivação voltava a ficar cada vez mais forte. Houve dias que ao ler o que eu escrevia em minhas poesias passava a refletir mais profundamente sobre o que estava fazendo e se o produto final iria impactar outras pessoas como acontecia comigo mesmo. E isso não posso garantir á ninguém, pois cada visão de leitura é tão pessoal, que acredito que cada pessoa que ler, terá um sentimento diferente ou não. Mas o que posso garantir que em cada poesia tem um pouco de mim, um pedacinho meu.
Com a palavra: Paloma Packer
Página pessoal no Instagram @paloma_packer_
Quando/como
começou teu interesse em poemas e poesias?
Meu interesse por esses gêneros textuais foram se formando à medida que eu ia conhecendo a diversidade dos livros, e me encantando com a forma que a poesia, ou mesmo o poema, iam completando meu jeito detalhista e sentimental de ser e ver o mundo.
O
que te motivou a compor um livro com tuas escritas?
Várias situações que eu vivia me eram
inibidas de expressar verbalmente, então fizeram com que eu conhecesse o papel
e a caneta, me abraçando em ambas, confiando nestas, cada pulsar do meu
coração. Muitas pessoas contribuíram com o meu despertar para o mundo da escrita,
desde que eu era bem pequena. Começou com meu pai, passou por muitas
professoras, em especial a professora Cristina, que me apresentou livros e
ensinamentos que trago na pele, além de alguns amigos, que liam e me
encorajavam a não desistir. Mas, bah, o que mais me motivou a construir e ter
coragem para expor meus textos, que são tão pessoais, foi mais "quem"
e não "o que", no caso, meu noivo. Ele disse que eu precisava mostrar
isso para o mundo, que as pessoas precisam de palavras bonitas também, que ele
acreditava em mim, e no bem que minhas escritas poderiam fazer no dia de uma
pessoa. Ele insistiu, como eu disse no livro... Foi essencial.
Qual tua referencia (inspiração) de escritor/escritora?
Minha inspiração literária contempla o escritor Luís Dill, Edgar Allan Poe, e a incrível Cora Coralina. Gosto de diversificar, isso me renova.
Alguma
curiosidade do processo de produção da obra?
Na verdade, foi super tranquilo colher meus
textos para elaborar o livro. Claro, fiquei com medo de parecer algo fútil e as
pessoas não gostarem, mas acho que é normal, né? Como são textos razoavelmente
pequenos, meu maior trabalho foi organizar as escritas pra que ficassem de modo
temporal. Pode ser detalhe, mas eu queria que o livro fosse uma viagem
incrível, possível de ser lida, sentida, e admirada até do avesso! Mas amolaP é
só o meu primeiro projeto, já tenho outra obra em andamento, e espero
resultados ainda maiores. Sei como fazer, e ninguém mais pode me segurar.
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Finalizo este post com minha gratidão a estes dois amigos, profissionais e seres humanos incríveis. Admiro o talento e trabalho de vocês. Parabéns!
sábado, 24 de outubro de 2020
Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 3° Semana
Por: Estefânia Alves Konrad
Anteriormente ...
Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 1° Semana
Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 2° Semana
Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 3° Semana
Tarefas 7, 7.1, 8 e 9 enviadas na semana entre 17/10 e 22/10
7ª tarefa: Pesquisa de
documentos/EMEIS Pelotas
Poste aqui o mapeamento final dos documentos
referentes à pandemia. Se você já acabou, pode realizar a pesquisa nas
EMEI, buscando saber como elas têm procedido nestes meses de pandemia.
8ª tarefa: Se expressando por
outras linguagens
Poste aqui, com uma linguagem expressiva, como vem percebendo e sentindo sua formação neste momento (vídeo, fotos, pinturas, esculturas...). Poderá usar o texto inicial do portfólio como roteiro para se expressar aqui com uma outra linguagem.
9ª
tarefa: Mapa conceitual do livro Documentação Pedagógica (Cap. 1, 2 e 3)
Poste aqui o Mapa conceitual da leitura
dos capítulos 1, 2 e 3 do livro Documentação Pedagógica e Avaliação na
Educação Infantil (FORMOSINHO e PASCAL).
Tarefas 7,8 e 9 na integra (Clique aqui)
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 2° Semana
15.10
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
sábado, 10 de outubro de 2020
Projeto: Galeria de desenhos
Por:
Estefânia Konrad
·
Breve
contextualização
O
projeto se materializou na minha cabeça, quando por acaso duas crianças mostraram-me
seus desenhos. Que de uma forma, livre, espontânea e despretensiosa, são belíssimas
obras de arte.
Tive
contato com os desenhos em agosto de 2020, e de lá pra cá vim lapidando como
poderia fazer para divulgar estes dois artistas que tenho maior carinho e
admiração.
Eles,
já conhecedores do meu trabalho com o blog, foram surpreendidos com minha
proposta de postar seus desenhos em algumas das minhas publicações, a
empolgação e animação de ambos foram instantânea, o que me encaminhou para o
segundo passo, por assim dizer.
Bom,
se os artistas aceitam que seus desenhos sejam divulgados, agora é hora de
falar com seus responsáveis, e descobrir o que pensam e se autorizam.
Formalmente
autorizada, é hora de organizar as galerias e postar os desenhos, fazendo assim
a valorização de produções advindas de crianças, algo que prezo e sinto orgulho
e privilégio de poder propiciar.
Uma
das minhas maiores satisfações enquanto profissional é saber que as crianças
gostam e confiam no meu trabalho. O que me energiza e motiva a continuar
buscando mais e mais conhecimentos sobre as crianças e a infância.
Muito em breve as galerias já estarão disponíveis e será possível entender a autenticidade de ambos. Enquanto isso, conheça-os na escrita literária – Pyana - .
Voluntária BriqueFaE
Por: Estefânia Alves Konrad
Com
orgulho, integro como voluntária, desde seu inicio (em 2018), o projeto de
extensão BrinqueFaE – Brinquedoteca da Faculdade de Educação da Universidade
Federal de Pelotas. De lá pra cá, o projeto vem se tornando, além de um lugar
onde o brincar é livre, um espaço formativo para quem participa.
Na
pandemia, readaptamos as formas de adquirir saberes, para que quando tudo volte
ao normal, possamos estar ainda mais preparados(as) para receber a visita das
crianças.
Com
isso, os professores que coordenam o projeto de extensão, propuseram uma ação
de ensino e desta, surge a escrita a seguir.
ARTIGO SUBMETIDO NO VI CONGRESSO DE ENSINO DE
GRADUAÇÃO - VI SIIEPE - UFPEL 2020
BRINQUEDOTECA
DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO:
REFLETINDO
DE FORMA REMOTA
ESTEFÂNIA ALVES KONRAD1;
EDSON PONICK2;
ROGÉRIO COSTA WURDIG3.
1Universidade Federal de
Pelotas – estefanaikonrad@hotmail.com
2Universidade Federal de
Pelotas – edsonponick@gmail.com
3Universidade Federal de
Pelotas - rocwurdig@hotmail.com
1. INTRODUÇÃO
No ano de 2020
fomos impossibilitados de realizar de forma presencial o Projeto de Extensão da
Brinquedoteca da Faculdade de Educação (BrinqueFaE/UFPel). Contudo,
desenvolvemos uma ação de ensino a ele vinculada e intitulada "A
brinquedoteca como espaço e tempo lúdico-formativos". Essa ação tem como
foco a leitura e o estudo de bibliografia referente à cultura lúdica, às
interações das crianças em brinquedotecas e à metodologia de pesquisa com
fotografias e audiovisuais.
Assim, neste
resumo, abordamos sobre os estudos e debates que são realizados no campo da pesquisa
com fotografias e vídeos, estudando metodologias que ajudem na análise do
acervo de imagens e vídeos da BrinqueFaE. Também fizeram parte dessa ação a
reflexão sobre o conceito de brinquedoteca, visitas virtuais a brinquedotecas
localizadas em outros espaços, discussões sobre a importância do brincar, da
produção da cultura lúdica e a análise de fotos e vídeos de crianças brincando.
Para este último, foram resgatados lembranças e registros fotográficos pessoais
de brinquedos e brincadeiras que integraram a infância dos participantes do
projeto.
Para embasar
teoricamente estes momentos reflexivos, utilizamos RAMALHO; SILVA (2003), que
dissertam sobre conceitos de brinquedoteca, apresentam eventos que ocasionaram
o desenvolvimento das brinquedotecas pelo mundo, apontam as principais
brinquedotecas brasileiras e salientam a importância desse espaço para o
desenvolvimento das crianças.
Em relação à
cultura lúdica, MONTEIRO; DELGADO (2014) defendem o protagonismo das crianças,
entendendo-as como “[...] atores, no sentido de que são participantes ativos na
construção de suas culturas” (p. 107). E ainda afirmam a não universalidade da
cultura lúdica, uma vez que nem a própria infância é universal, pois se altera
de acordo com aspectos religiosos, sociais, políticos, econômicos, de gênero,
étnicos, entre outros, sofrendo também influências dos contextos nos quais as
crianças estão inseridas.
Uma das
metodologias de pesquisa estudadas aborda o uso de fotografias e vídeos com
crianças. Em função das visitas à brinquedoteca da FaE, antes da pandemia,
acumulamos um vasto acervo de imagens que necessita ser reorganizado,
classificado e analisado com o devido cuidado e rigor. Para entender esses
procedimentos utilizamos as contribuições de CAPUTO; SANT’ANNA (2020), que
destacam três aspectos a serem levados em conta na (re)produção de imagens.
O primeiro diz
respeito à propriamente dita produção de
imagens, destacando o Consentimento Livre e Esclarecido (CLE) e o Assentimento
Livre e Esclarecido (ALE), sendo este, o consentimento e assentimento de todos
os envolvidos com a imagem (a criança e seus responsáveis), respeitando os
aspectos sociais subjetivos dos mesmos. O segundo
aspecto concentra-se na utilização de imagens
pré-existentes, que se refere ao uso da imagem como ilustração ou
documentação. E o terceiro agrega a
produção de imagens para a comunicação dos resultados de investigação. Este
último aspecto, segundo os autores, tem pouco reconhecimento acadêmico e
consiste em reduzir o registro exclusivamente escrito dos trabalhos científicos
por outros tipos de linguagens.
Segundo
CAPUTO; SANT’ANNA (2020, p. 312), “todos esses aspectos são fundamentais e
informam o cuidado ético [...]”, estando distante de simplesmente “resumir a
autorizações e assinaturas em papéis (embora autorizações e assinaturas sejam
indispensáveis)”.
A literatura
vista nesta ação de ensino agregou conhecimentos que estão diretamente
implicados nas ações presenciais futuras na Brinquedoteca da FaE. Por isso foi
imprescindível dar continuidade aos estudos sobre a cultura lúdica, bem como
metodologia de pesquisa com fotografias e vídeos.
2. METODOLOGIA
Para reunir as
informações que sustentassem a argumentação e exposição do projeto de ensino "A
brinquedoteca como espaço e tempo lúdico-formativos", optamos pelo método
de inventariar os elementos disponíveis, já que para PRADO; MORAIS (2011), os inventários
“revelam nossas próprias contradições, limites, inconclusões, incertezas,
imprecisões” (p. 146) e, ainda, “resulta[m] em nós uma ampliação da noção de
documento: não apenas a materialidade dos acontecimentos, mas também os
discursos, as narrativas [...]” (p. 151). Este artifício metodológico permite que seja possível
valorizar as colocações orais pertinentes no momento dos encontros, bem como as
escritas compartilhadas e ainda as anotações realizadas durante o processo de
aprendizagem, fazendo com que nenhuma informação seja desimportante.
Os estudos
aconteceram nas plataformas AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem – e Web
conferência da UFPel, entre os dias 26 de junho a 9 de setembro de 2020, com 12
encontros (6 síncronos e 6 assíncronos), tendo atividades previamente marcadas
nas quartas feiras, entre 9h e 11h, contando com a presença de cinco discentes
do Curso de Pedagogia e a mediação dos dois professores pesquisadores e
responsáveis pelo projeto. Dentre as estudantes participantes, quatro (curso
vespertino) já atuavam no projeto como voluntárias e cursavam o último
semestre. Apenas uma delas, a que estava no início do curso (noturno), ainda não
tinha conhecimento da proposta da BrinqueFaE.
Segundo PRADO;
MORAIS (2011, p.148), “são muitas as provocações quando tomamos como objeto de
investigação uma experiência na qual fomos (ou somos) também partícipes, quando
elegemos materiais de análise nos quais estamos profundamente implicados”. No
entanto, é interessante o exercício de revisitar estudos, anotações, discussões
e comentários sejam eles recentes ou não. Esse processo enriquece e fortalece a
assimilação das aprendizagens durante e depois do período da pandemia.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Durante os estudos, fomos provocadas a refletir como a cultura lúdica se
manifesta (ou pode se manifestar) no espaço da brinquedoteca. Essa reflexão desencadeou
uma argumentação coerente com o já conhecido sobre o espaço e o que ainda era preciso
saber para aprimorar as experiências. Mesmo que existam momentos em que as
crianças brincam sozinhas neste espaço, as possibilidades e ofertas sugerem
brincadeiras coletivas. Sendo assim, uma das repercussões da cultura lúdica na brinquedoteca é como potencializadora de interações entre os
pares. A esse respeito MONTEIRO; DELGADO
(2014) dissertam o seguinte:
[...] Por mais indiscutível que seja o fato de a cultura lúdica
participar do processo de socialização da criança, é difícil provar que sua
contribuição seja essencial, pois dizer que o jogo e a cultura lúdica
contribuem para a socialização nada significa, na medida em que se pode dizer o
mesmo de todas as experiências da criança. (p. 113).
Não se pode
afirmar a essencialidade da socialização entre as crianças, porém são inegáveis
suas contribuições.
Sobre a
particularidade da cultura lúdica, pode-se afirmar, com base em MONTEIRO;
DELGADO (2014), que as crianças não apenas vivem o brincar a sua maneira, mas
interpretam e reinventam as experiências que antes tiveram com outras pessoas e
objetos.
Outra reflexão
importante foi sobre o compartilhamento indevido e não autorizado das imagens
das crianças nas redes sociais. Esses registros de forma rápida e sem o consentimento
das crianças e dos responsáveis é inadequado, desrespeitoso e
constrangedor.
4. CONCLUSÕES
Apesar de o
momento pandêmico ser caótico, o grupo se propôs a aprender como estudar e
discutir de forma remota, não se distanciando, em relação à qualidade das
discussões, de encontros presenciais. Tanto que um dos desdobramentos foi o interesse
das discentes envolvidas em expandir e continuar os estudos com a intenção de
lapidar e sistematizar o que já foi refletido, bem como obter novos
conhecimentos acerca da temática. Em relação às questões pontuais estudadas
nesta ação de Ensino, destaco como principais aprendizagens: a importância do
espaço (brinquedoteca) para o desenvolvimento das crianças, a compreensão da
não universalidade da cultura lúdica e a pertinência/responsabilidade da ética
ao registrar fotograficamente crianças e suas pluralidades.
5. REFERÊNCIAS
CAPUTO, S. G. SANT’ANNA, C. “Sou ekedi Lara de Oxóssi.
meu nome sou eu e Oxóssi. Não coloca meu nome sozinho não”: Notas sobre
fotografia e ética nas pesquisas com crianças. Rev. Eletrônica Mestr. Educ. Ambient. Rio Grande, Dossiê temático
“Imagens: resistências e criações cotidianas”, E-ISSN 1517-1256, p.307-326,
2020.
MONTEIRO, C. M. V. R. DELGADO, A. C. C. Crianças,
brincar, culturas da infância e cultura lúdica: uma análise dos estudos da infância. Saber & Educar 19, Pelotas, Educação e trabalho social,
p.106-115, 2014.
PRADO, G. V. T. MORAIS, J. F. S. Inventário – Organizando os achados de uma
pesquisa. EntreVer,
Florianópolis, v. 01, n.01, p. 137-154, 2011.
RAMALHO, M. R. B. SILVA, C. C. M. A brinquedoteca.
Revista ACB, Florianópolis, v. 8, n.
1, 2003.
VÍDEO DE APRESENTAÇÃO DO ARTIGO
Vídeo Chamada - Leitura Literária
Eu,
Fada Moderna, recebi um convite mega especial nessa quarentena. A professora
Maurília queria presentear sua turma com uma leitura literária e uma amiga que
temos em comum indicou a Fada Moderna. Mais que de pressa aceitei o convite,
pois estava morrendo de saudade de ler para as crianças.. Claro, desta vez foi
bem diferente do que estava acostumada, mas não menos especial e importante.
Afinal, ler ao vivo, de uma tela para outra, tem tudo a ver comigo, não é
mesmo?!
A
história escolhida pela prof. Maurília foi “Não confunda” de Eva Furnari, que
por feliz coincidência é um dos meus livros favoritos. Foi uma manhã muito
agradável, onde conversamos sobre livros, literatura, gostos, e uma infinidade
de coisas legais e com a promessa de voltar com outras amigas.. como a Branca
de Neve, a Chapeuzinho Vermelho, entre outras personagens que conheço e também
adoram ler.
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia
Contextualização
Devido a pandemia causada pela COVID-19, o curso de Pedagogia FaE/UFPel precisou readaptar o estágio docente (componente curricular obrigatório para conclusão do curso) e com isso a proposta do estágio acontecer de forma remota, podendo ser opcional (e não prejudicial para aquelas pessoas que optarem por fazer presencialmente quando as atividades presenciais retornarem) para as futuras pedagogas.
As atividades estão sendo postadas na plataforma e-aula da UFPel e as orientações acontecem através de vídeo chamada coletiva (todas sextas) na plataforma Web.Conf. UFPel e individualmente quando necessário.
Os
resultados deste processo coletivo, será postado em blog (clique aqui)
destinado especificamente para a divulgação dos estudos desenvolvidos no
período de 1 de outubro a 23 de dezembro de 2020 pelas discentes que estarão
realizando o estágio. Além disso, irei compartilhar por aqui, todas as tarefas
individuais que compor durante o período.
1ª tarefa
- Pesquisa de documentos
Poste aqui texto crítico sobre documentos
orientadores, normativos e reflexivos emitidos durante a pandemia com o foco na
educação, no cuidado e nas interações entre crianças, famílias e professoras da
Educação Infantil no cenário pandêmico
a) Documentos do Conselho
Nacional de Educação e dos Conselhos Estaduais e Municipais
b) Artigos científicos
c) Manuais
d) Crônicas da mídia
e) Vídeos, lives, webnários,
etc.
Insira também o link do documento para que
possamos, depois, anexá-lo ao blog
2ª tarefa: Texto
inicial do Portfólio
Insira aqui 1ª
versão texto de
apresentação do seu portfólio, oriente-se por questões como:
Como a pandemia afetou sua vida
acadêmica?
Quais suas expectativas para a
realização do estudo sobre como estão as crianças, as famílias, as professoras
e as escolas de Educação Infantil neste momento?
De que forma você tem analisado as
práticas sociais com as crianças e as iniciativas no campo da educação?
Como a pandemia afetou suas concepções
sobre a docência na Educação Infantil?
Como você se percebe professora de
Educação Infantil? Houve mudanças ao longo do curso de Pedagogia?
Quais expectativas você
tem para o retorno às atividades presenciais na Educação pós-pandemia?
Em que medida a escrita é
um elemento formativo?



