quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Entre os 100 melhores trabalhos da VI SIIEPE

 

    A Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão já um evento consolidado na Universidade Federal de Pelotas. E na sua VI edição, devido à pandemia, precisou readaptar seu formato. As edições anteriores eram compostas pelo resumo expandido enviado na inscrição + apresentação oral na semana do evento. Nesta nova versão, além do resumo expandido os inscritos precisaram submeter uma apresentação através de vídeo publicado na plataforma YouTube.

    Outra novidade é a seleção (entre 4 mil inscritos) dos 100 melhores trabalhos de cada segmento (ensino, pesquisa, extensão, inovação e tecnologia e pós-graduação) e destes, sairão os destaques de cada área do conhecimento.

    Em 2020, submeti dois trabalhos. Um para o Congresso de Extensão e Cultura: “Fada Moderna: Do presencial ao remoto” orientado pela professora Cristina Maria Rosa - tutora PET Educação, programa que sou bolsista – e outro para o Congresso de Ensino e Graduação: “Brinquedoteca da Faculdade de Educação: Refletindo de forma remota”, orientada pelos professores Edson Ponick e Rogério W. Costa – coordenadores do projeto BrinqueFaE, onde sou voluntária – Sendo este segundo, selecionado entre os 100 trabalhos mais relevantes na área das ciências humanas.

    Além destes, participei como coautora de outros trabalhos submetidos nos três congressos, em nível de graduação, deste mesmo evento. Um deles, de autoria principal por Paloma Wiegand, intitulado “Uma vida no mundo da escrita: Graça Paulino” foi selecionado no Congresso de Iniciação Científica

Confira o vídeo de apresentação:


Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 5° Semana

Por: Estefânia Alves Konrad

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Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 1° Semana

Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 2° Semana

Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 3° Semana



As tarefas da quinta semana de estágio foram realizadas e enviadas de 30.10 a 05.11. 

TAREFAS NA INTEGRA (CLIQUE AQUI)

6° mês

1° mês

2° mês




6° mês










sábado, 7 de novembro de 2020

Galeria de desenhos: Frida Kahlo



Desenho original



Galeria de desenhos: Frida Kahlo

Ilustradora:
Ana Júlia Farias Koglin

Promovido por:
Fada Moderna

Organização e efeitos de imagem:
Estefânia Alves Konrad

Correções ortográficas:
Angélica Karsburg

A ilustração é autorizada pela ilustradora e responsáveis
todos os direitos reservados.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 4° Semana

Por: Estefânia Alves Konrad

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Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 1° Semana

Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 2° Semana

Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 3° Semana


Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 3° Semana

Tarefas 10 e 11 enviadas na semana entre 23/10 e 29/10

10ª tarefa: Pesquisa EMEIS/Pelotas

Poste neste Glossário (considere a letra inicial do seu nome) a pesquisa nas EMEI, buscando saber como elas têm procedido nestes meses de pandemia. Se possível, indique os tipos de atividades/ações da escola por mês/período. Faça também uma análise crítica geral das informações colhidas. Prazo para postagem: 28/10.

Lembre que as pesquisas de cada estagiária será ainda organizada em uma grande síntese pelas colegas Estefânia, Larissa, Lea, Priscila. Prazo para desta postagem: 29/10

11ª tarefa: Mapa conceitual do livro Documentação Pedagógica (Cap. 3, 4 e 5)

Poste aqui o Mapa conceitual da leitura dos capítulos 3, 4 e 5 do livro Documentação Pedagógica e Avaliação na Educação Infantil (FORMOSINHO e PASCAL).

Se você já realizou o mapa conceitual do cap. 3, poderá revisá-lo para a postagem desta semana.


TAREFAS 10 e 11 NA INTEGRA  (Clique aqui)

sábado, 31 de outubro de 2020

Teste apresentação SIIEPE

 
Mais informações (clique aqui)




Resumo expandido e vídeo de apresentação disponíveis em:

31.10 Dia da Poesia

Por: Estefânia Alves Konrad

31/10 Dia da Poesia

Para comemorar o Dia da Poesia, convidei o Valdoir Campelo e a Paloma Packer para compartilhar conosco um pouco de como é escrever poesias. Com a intenção de direcionar suas partilhas, encaminhei algumas perguntas a eles e o resultado vocês conferem a seguir. 

Com a palavra: Valdoir Simões Campelo

Página no Instagram @dinamismo_da_alma

Página pessoal @valdoir_simoesc

Olá leitores do Blog Fada Moderna. Sou Valdoir Simões Campelo. Primeiramente gostaria de agradecer pelo carinho e o reconhecimento dessa pessoa tão inteligente, parceira e dedicada. Bom, estou passando por aqui para falar um pouco sobre como foi meu processo de criação e composição das minhas escritas que levaram a elaboração do meu primeiro livro intitulado Dinamismo da Alma. O livro recebeu esse nome devido a tal importância que acredito que a poesia tem em nossa alma. Esse formato de leitura é capaz de nos marcar profundamente. E contou com a participação de três colegas incríveis, foram elas: Angélica dos Santos Karsburg, nossa querida Estefânia Alves Konrad e Luzia Helena Brandt Martins.

Quando/como começou teu interesse em poemas e poesias?

Por volta do ano de 2002, com oito anos de idade fui morar com meus avós. Ao chegar à cidade de Pedro Osório, onde fui matriculado na Escola Municipal General Osório. Nessa escola conheci uma professora incrível e até então só conhecia a tal literatura que partia da boca das pessoas que de certa forma não me chamava muito atenção. Essa professora tinha um jeito de olhar e de apresentar o mundo que não sei como, mas enchiam meus olhos. Num certo dia ela percebeu que gostava de leitura e então me apresentou o livro O Velho e Mar, e contou o conteúdo e o contexto de o porquê aquele livro. No primeiro refutei o convite, mas aos poucos fui me familiarizando com a leitura. E ao fim do livro comentei com essa professora que havia gostado muito, mas que era muito extenso e se ela teria alguma leitura mais curta? Foi então que ela me apresentou alguns livros de poesias. E a partir daí comecei a ter uma melhor visão sobre leitura e passei a amar poesias e contos mais curtos. 

O que te motivou a compor um livro com tuas escritas?

Na verdade nunca havia pensado em compor livro, porém quando nos encontramos em isolamento, mesmo que com as famílias ou morando com os amigxs, não nos encontramos como antes.

Foi assim, me sentindo ansioso e querendo expressar o que estava sentindo que surgiram os primeiros passos para extravasar. Com uma folha de papel e um lápis comecei a escrever o que sentia, como: a saudade, a ansiedade, a emoção que ia apertando cada vez mais entre tantos outros sentimentos.

Em forma de poesias fui escrevendo e lendo o que sentia. Foi então que surgiu a necessidade de compartilhar para que de certo ponto tivesse algum retorno, talvez alguém também estivesse com a mesma necessidade de conversar. Por meio do compartilhamento com algumas colegas emergiu a ideia de montar um livro de poesias com essas escritas. Então acredito que foi a troca de ideia com as pessoas mais próximas que fui encorajado a compor o livro com as escritas que se forjaram de sentimentos que se sentiram acusados pela pandemia.

Qual tua referência(inspiração) de escritor/escritora?

Como escritores gostaria de salientar alguns nomes que seria impossível não ter como inspiração, como: Mário Quintana e Carlos Drummond Andrade que me marcaram profundamente com seus textos que de certa forma me fazia sentir formigas na língua. E que louco de repente encontrar Allan Dias Castro poeta autor do livro Voz ao Verbo. Um poeta atual que trás uma veracidade em textos corridos como quem trás em seus textos um afago uma voz que te diz vai, por que não ir? Ficar onde está vale apena? E assim em um contraste entre autores que foram me inspirando a escrever.  

Confesso á vocês que tive músicas como inspiração e um canto e compositor que me marcou foi o grande artista Emicida, por suas letras e história de vida. Poderia dizer que, o que me inspirou foi um conjunto entre escritores, cantores, amigxs e eternos amores.

Alguma curiosidade do processo de produção da obra?

Durante o processo de produção, me surgiram vários questionamentos se realmente queria escrever um livro? Porém toda vez que recebia algum retorno minha motivação voltava a ficar cada vez mais forte. Houve dias que ao ler o que eu escrevia em minhas poesias passava a refletir mais profundamente sobre o que estava fazendo e se o produto final iria impactar outras pessoas como acontecia comigo mesmo. E isso não posso garantir á ninguém, pois cada visão de leitura é tão pessoal, que acredito que cada pessoa que ler, terá um sentimento diferente ou não. Mas o que posso garantir que em cada poesia tem um pouco de mim, um pedacinho meu.


Com a palavra: Paloma Packer

Página pessoal no Instagram @paloma_packer_

Quando/como começou teu interesse em poemas e poesias?

Meu interesse por esses gêneros textuais foram se formando à medida que eu ia conhecendo a diversidade dos livros, e me encantando com a forma que a poesia, ou mesmo o poema, iam completando meu jeito detalhista e sentimental de ser e ver o mundo.

O que te motivou a compor um livro com tuas escritas?

Várias situações que eu vivia me eram inibidas de expressar verbalmente, então fizeram com que eu conhecesse o papel e a caneta, me abraçando em ambas, confiando nestas, cada pulsar do meu coração. Muitas pessoas contribuíram com o meu despertar para o mundo da escrita, desde que eu era bem pequena. Começou com meu pai, passou por muitas professoras, em especial a professora Cristina, que me apresentou livros e ensinamentos que trago na pele, além de alguns amigos, que liam e me encorajavam a não desistir. Mas, bah, o que mais me motivou a construir e ter coragem para expor meus textos, que são tão pessoais, foi mais "quem" e não "o que", no caso, meu noivo. Ele disse que eu precisava mostrar isso para o mundo, que as pessoas precisam de palavras bonitas também, que ele acreditava em mim, e no bem que minhas escritas poderiam fazer no dia de uma pessoa. Ele insistiu, como eu disse no livro... Foi essencial.

Qual tua referencia (inspiração) de escritor/escritora?

Minha inspiração literária contempla o escritor Luís Dill, Edgar Allan Poe, e a incrível Cora Coralina. Gosto de diversificar, isso me renova.

Alguma curiosidade do processo de produção da obra?

Na verdade, foi super tranquilo colher meus textos para elaborar o livro. Claro, fiquei com medo de parecer algo fútil e as pessoas não gostarem, mas acho que é normal, né? Como são textos razoavelmente pequenos, meu maior trabalho foi organizar as escritas pra que ficassem de modo temporal. Pode ser detalhe, mas eu queria que o livro fosse uma viagem incrível, possível de ser lida, sentida, e admirada até do avesso! Mas amolaP é só o meu primeiro projeto, já tenho outra obra em andamento, e espero resultados ainda maiores. Sei como fazer, e ninguém mais pode me segurar.

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Finalizo este post com minha gratidão a estes dois amigos, profissionais e seres humanos incríveis. Admiro o talento e trabalho de vocês. Parabéns!

sábado, 24 de outubro de 2020

Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 3° Semana

Por: Estefânia Alves Konrad

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Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 1° Semana

Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 2° Semana


Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 3° Semana

Tarefas 7, 7.1, 8 e 9 enviadas na semana entre 17/10 e 22/10

7ª tarefa: Pesquisa de documentos/EMEIS Pelotas

Poste aqui o mapeamento final dos documentos referentes à pandemia. Se você já acabou, pode realizar a pesquisa nas EMEI, buscando saber como elas têm procedido nestes meses de pandemia. 

8ª tarefa: Se expressando por outras linguagens 

Poste aqui, com uma linguagem expressiva, como vem percebendo e sentindo sua formação neste momento (vídeo, fotos, pinturas, esculturas...). Poderá usar o texto inicial do portfólio como roteiro para se expressar aqui com uma outra linguagem.


9ª tarefa: Mapa conceitual do livro Documentação Pedagógica (Cap. 1, 2 e 3)

Poste aqui o Mapa conceitual da leitura dos capítulos 1, 2 e 3 do livro Documentação Pedagógica e Avaliação na Educação Infantil (FORMOSINHO e PASCAL).


Tarefas 7,8 e 9 na integra (Clique aqui)

A beleza não cabe em nós



quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Pedagogia: Estágio remoto em tempos de pandemia - 2° Semana

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2° Semana

Tarefas 4, 5 e 6 enviadas na semana entre 13/10 e 15/10.

Descrição do enunciado das tarefas 





> Acesso a versão das tarefas 4, 5 e 6 entregues 
+ memória do segundo encontro (Clique aqui) <

15.10


"Educação não transforma o mundo.
Educação muda as pessoas.
Pessoas transformam o mundo"
- Paulo Freire -

sábado, 10 de outubro de 2020

Projeto: Galeria de desenhos

Por: Estefânia Konrad

·         Breve contextualização

O projeto se materializou na minha cabeça, quando por acaso duas crianças mostraram-me seus desenhos. Que de uma forma, livre, espontânea e despretensiosa, são belíssimas obras de arte.

Tive contato com os desenhos em agosto de 2020, e de lá pra cá vim lapidando como poderia fazer para divulgar estes dois artistas que tenho maior carinho e admiração.

Eles, já conhecedores do meu trabalho com o blog, foram surpreendidos com minha proposta de postar seus desenhos em algumas das minhas publicações, a empolgação e animação de ambos foram instantânea, o que me encaminhou para o segundo passo, por assim dizer.

Bom, se os artistas aceitam que seus desenhos sejam divulgados, agora é hora de falar com seus responsáveis, e descobrir o que pensam e se autorizam.

Formalmente autorizada, é hora de organizar as galerias e postar os desenhos, fazendo assim a valorização de produções advindas de crianças, algo que prezo e sinto orgulho e privilégio de poder propiciar.

Uma das minhas maiores satisfações enquanto profissional é saber que as crianças gostam e confiam no meu trabalho. O que me energiza e motiva a continuar buscando mais e mais conhecimentos sobre as crianças e a infância.  

Muito em breve as galerias já estarão disponíveis e será possível entender a autenticidade de ambos. Enquanto isso, conheça-os na escrita literária – Pyana - .

Voluntária BriqueFaE

Por: Estefânia Alves Konrad


Com orgulho, integro como voluntária, desde seu inicio (em 2018), o projeto de extensão BrinqueFaE – Brinquedoteca da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas. De lá pra cá, o projeto vem se tornando, além de um lugar onde o brincar é livre, um espaço formativo para quem participa.

Na pandemia, readaptamos as formas de adquirir saberes, para que quando tudo volte ao normal, possamos estar ainda mais preparados(as) para receber a visita das crianças.

Com isso, os professores que coordenam o projeto de extensão, propuseram uma ação de ensino e desta, surge a escrita a seguir.

ARTIGO SUBMETIDO NO VI CONGRESSO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO - VI SIIEPE - UFPEL 2020


BRINQUEDOTECA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO:

REFLETINDO DE FORMA REMOTA

 

ESTEFÂNIA ALVES KONRAD1;

EDSON PONICK2;

ROGÉRIO COSTA WURDIG3.

 

1Universidade Federal de Pelotas – estefanaikonrad@hotmail.com

2Universidade Federal de Pelotas – edsonponick@gmail.com

3Universidade Federal de Pelotas - rocwurdig@hotmail.com

 

1.    INTRODUÇÃO

No ano de 2020 fomos impossibilitados de realizar de forma presencial o Projeto de Extensão da Brinquedoteca da Faculdade de Educação (BrinqueFaE/UFPel). Contudo, desenvolvemos uma ação de ensino a ele vinculada e intitulada "A brinquedoteca como espaço e tempo lúdico-formativos". Essa ação tem como foco a leitura e o estudo de bibliografia referente à cultura lúdica, às interações das crianças em brinquedotecas e à metodologia de pesquisa com fotografias e audiovisuais.

Assim, neste resumo, abordamos sobre os estudos e debates que são realizados no campo da pesquisa com fotografias e vídeos, estudando metodologias que ajudem na análise do acervo de imagens e vídeos da BrinqueFaE. Também fizeram parte dessa ação a reflexão sobre o conceito de brinquedoteca, visitas virtuais a brinquedotecas localizadas em outros espaços, discussões sobre a importância do brincar, da produção da cultura lúdica e a análise de fotos e vídeos de crianças brincando. Para este último, foram resgatados lembranças e registros fotográficos pessoais de brinquedos e brincadeiras que integraram a infância dos participantes do projeto.

Para embasar teoricamente estes momentos reflexivos, utilizamos RAMALHO; SILVA (2003), que dissertam sobre conceitos de brinquedoteca, apresentam eventos que ocasionaram o desenvolvimento das brinquedotecas pelo mundo, apontam as principais brinquedotecas brasileiras e salientam a importância desse espaço para o desenvolvimento das crianças.

Em relação à cultura lúdica, MONTEIRO; DELGADO (2014) defendem o protagonismo das crianças, entendendo-as como “[...] atores, no sentido de que são participantes ativos na construção de suas culturas” (p. 107). E ainda afirmam a não universalidade da cultura lúdica, uma vez que nem a própria infância é universal, pois se altera de acordo com aspectos religiosos, sociais, políticos, econômicos, de gênero, étnicos, entre outros, sofrendo também influências dos contextos nos quais as crianças estão inseridas.

Uma das metodologias de pesquisa estudadas aborda o uso de fotografias e vídeos com crianças. Em função das visitas à brinquedoteca da FaE, antes da pandemia, acumulamos um vasto acervo de imagens que necessita ser reorganizado, classificado e analisado com o devido cuidado e rigor. Para entender esses procedimentos utilizamos as contribuições de CAPUTO; SANT’ANNA (2020), que destacam três aspectos a serem levados em conta na (re)produção de imagens.

O primeiro diz respeito à propriamente dita produção de imagens, destacando o Consentimento Livre e Esclarecido (CLE) e o Assentimento Livre e Esclarecido (ALE), sendo este, o consentimento e assentimento de todos os envolvidos com a imagem (a criança e seus responsáveis), respeitando os aspectos sociais subjetivos dos mesmos. O segundo aspecto concentra-se na utilização de imagens pré-existentes, que se refere ao uso da imagem como ilustração ou documentação. E o terceiro agrega a produção de imagens para a comunicação dos resultados de investigação. Este último aspecto, segundo os autores, tem pouco reconhecimento acadêmico e consiste em reduzir o registro exclusivamente escrito dos trabalhos científicos por outros tipos de linguagens.

Segundo CAPUTO; SANT’ANNA (2020, p. 312), “todos esses aspectos são fundamentais e informam o cuidado ético [...]”, estando distante de simplesmente “resumir a autorizações e assinaturas em papéis (embora autorizações e assinaturas sejam indispensáveis)”.

A literatura vista nesta ação de ensino agregou conhecimentos que estão diretamente implicados nas ações presenciais futuras na Brinquedoteca da FaE. Por isso foi imprescindível dar continuidade aos estudos sobre a cultura lúdica, bem como metodologia de pesquisa com fotografias e vídeos.

 

2.    METODOLOGIA

Para reunir as informações que sustentassem a argumentação e exposição do projeto de ensino "A brinquedoteca como espaço e tempo lúdico-formativos", optamos pelo método de inventariar os elementos disponíveis, já que para PRADO; MORAIS (2011), os inventários “revelam nossas próprias contradições, limites, inconclusões, incertezas, imprecisões” (p. 146) e, ainda, “resulta[m] em nós uma ampliação da noção de documento: não apenas a materialidade dos acontecimentos, mas também os discursos, as narrativas [...]” (p. 151). Este artifício metodológico permite que seja possível valorizar as colocações orais pertinentes no momento dos encontros, bem como as escritas compartilhadas e ainda as anotações realizadas durante o processo de aprendizagem, fazendo com que nenhuma informação seja desimportante.

Os estudos aconteceram nas plataformas AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem – e Web conferência da UFPel, entre os dias 26 de junho a 9 de setembro de 2020, com 12 encontros (6 síncronos e 6 assíncronos), tendo atividades previamente marcadas nas quartas feiras, entre 9h e 11h, contando com a presença de cinco discentes do Curso de Pedagogia e a mediação dos dois professores pesquisadores e responsáveis pelo projeto. Dentre as estudantes participantes, quatro (curso vespertino) já atuavam no projeto como voluntárias e cursavam o último semestre. Apenas uma delas, a que estava no início do curso (noturno), ainda não tinha conhecimento da proposta da BrinqueFaE.

Segundo PRADO; MORAIS (2011, p.148), “são muitas as provocações quando tomamos como objeto de investigação uma experiência na qual fomos (ou somos) também partícipes, quando elegemos materiais de análise nos quais estamos profundamente implicados”. No entanto, é interessante o exercício de revisitar estudos, anotações, discussões e comentários sejam eles recentes ou não. Esse processo enriquece e fortalece a assimilação das aprendizagens durante e depois do período da pandemia.

 

3.    RESULTADOS E DISCUSSÃO

Durante os estudos, fomos provocadas a refletir como a cultura lúdica se manifesta (ou pode se manifestar) no espaço da brinquedoteca. Essa reflexão desencadeou uma argumentação coerente com o já conhecido sobre o espaço e o que ainda era preciso saber para aprimorar as experiências. Mesmo que existam momentos em que as crianças brincam sozinhas neste espaço, as possibilidades e ofertas sugerem brincadeiras coletivas. Sendo assim, uma das repercussões da cultura lúdica na brinquedoteca é como potencializadora de interações entre os pares.  A esse respeito MONTEIRO; DELGADO (2014) dissertam o seguinte:

 

[...] Por mais indiscutível que seja o fato de a cultura lúdica participar do processo de socialização da criança, é difícil provar que sua contribuição seja essencial, pois dizer que o jogo e a cultura lúdica contribuem para a socialização nada significa, na medida em que se pode dizer o mesmo de todas as experiências da criança. (p. 113).

 

Não se pode afirmar a essencialidade da socialização entre as crianças, porém são inegáveis suas contribuições.

Sobre a particularidade da cultura lúdica, pode-se afirmar, com base em MONTEIRO; DELGADO (2014), que as crianças não apenas vivem o brincar a sua maneira, mas interpretam e reinventam as experiências que antes tiveram com outras pessoas e objetos.

Outra reflexão importante foi sobre o compartilhamento indevido e não autorizado das imagens das crianças nas redes sociais. Esses registros de forma rápida e sem o consentimento das crianças e dos responsáveis é inadequado, desrespeitoso e constrangedor. 

4.    CONCLUSÕES

Apesar de o momento pandêmico ser caótico, o grupo se propôs a aprender como estudar e discutir de forma remota, não se distanciando, em relação à qualidade das discussões, de encontros presenciais. Tanto que um dos desdobramentos foi o interesse das discentes envolvidas em expandir e continuar os estudos com a intenção de lapidar e sistematizar o que já foi refletido, bem como obter novos conhecimentos acerca da temática. Em relação às questões pontuais estudadas nesta ação de Ensino, destaco como principais aprendizagens: a importância do espaço (brinquedoteca) para o desenvolvimento das crianças, a compreensão da não universalidade da cultura lúdica e a pertinência/responsabilidade da ética ao registrar fotograficamente crianças e suas pluralidades.

 

5.    REFERÊNCIAS

CAPUTO, S. G. SANT’ANNA, C. “Sou ekedi Lara de Oxóssi. meu nome sou eu e Oxóssi. Não coloca meu nome sozinho não”: Notas sobre fotografia e ética nas pesquisas com crianças. Rev. Eletrônica Mestr. Educ. Ambient. Rio Grande, Dossiê temático “Imagens: resistências e criações cotidianas”, E-ISSN 1517-1256, p.307-326, 2020.

 

MONTEIRO, C. M. V. R. DELGADO, A. C. C. Crianças, brincar, culturas da infância e cultura lúdica: uma análise dos estudos da infância. Saber & Educar 19, Pelotas, Educação e trabalho social, p.106-115, 2014.

 

PRADO, G. V. T. MORAIS, J. F. S. Inventário – Organizando os achados de uma pesquisa. EntreVer, Florianópolis, v. 01, n.01, p. 137-154, 2011.

 

RAMALHO, M. R. B. SILVA, C. C. M. A brinquedoteca. Revista ACB, Florianópolis, v. 8, n. 1, 2003.


VÍDEO DE APRESENTAÇÃO DO ARTIGO