quarta-feira, 26 de julho de 2023

Diário de aprendizagens - Especialização em Educação FaE/UFPel

 

O que absorvi na disciplina sobre Educação Inclusiva da Especialização em Educação FaE/UFPel em 2023/1?

Por: Estefânia Alves Konrad

Diário primeira aula

Proposta – Responder: O que é inclusão pra mim? Em 3 de maio de 2023, às 9h58am respondi, rapidamente, que: Inclusão, no meu ponto de vista é envolver o sujeito nos processos, seja qual for o contexto. Em relação a educação, incluir é uma ação que os educadores devem garantir.

 

Aula 1

Proposta - Observa a imagem e reflita: Quais sentimentos são movimentados observá-la?


As amoras estão em diferentes estágios de amadurecimento. Uma em específico está bem mais madura que as outras e tem outra, escondidinha por uma folha que está madura também. A coloração e os tamanhos são as diferenças que podemos observar pela foto, mas entre elas, existem diferenças que não podem ser reveladas pela imagem, como por exemplo, se está doce ou amarga. Ao visualizar, certamente a roxinha pode ser a que se conclua que está mais doce, no entanto, quem garante que as rosadas não estejam? Por que elas não se desenvolveram igualmente? Talvez seja por que não tiveram os mesmos estímulos. Algumas receberam mais sol, outras conseguiram se hidratar mais, algumas ficaram protegidas pelas folhas, outras mais expostas a vento e animais, essas experiências influenciaram no desenvolvimento, mas todas elas são belas amoras.

Sobre a disciplina:

A educação inclusiva, ao contrário do que se imagina no senso comum, não se restringe apenas a inclusão de pessoas com deficiência. Também, mas não só. Pois prevê a inclusão plena das diversas diferenças.

A seguir trago um trecho da citação de Abramowicz (1997) que foi apresentado no primeiro dia de aula e que ilustra essa perspectiva.

[...] Precisamos de uma pedagogia que seja uma nova forma de se relacionar com o conhecimento, com os alunos, com seus pais, com a comunidade, com os fracassos (com o fim deles) [...] ABRAMOWICZ, 1997.

Em outras palavras, cabe a nós, educadores, promovermos diferentes mecanismos para incluir nossos alunos, com objetivo que os educandos se sintam pertencentes do contexto e se apropriem do conhecimento.

Brevemente veremos ao longo dos estudos:

I – Inclusão e Diversidade na escola

·         O que é e para que serve a Inclusão?

·         Inclusão X integração

·         Deficiência ou Dificuldade de aprendizagem?

II – Recursos didático-pedagógicos para inclusão

·         Plano individualizado

·         Adequações curriculares

·         Atendimento Educacional Especializado

Proposta: Quais as expectativas com a disciplina?

Pretendo conhecer fontes as quais poderei recorrer quando necessário, bem como partilhar e ouvir relatos do cotidiano de outros profissionais da educação em relação à inclusão. Gostaria de conhecer recursos que auxiliam no processo de formação de educadores e aprimorem a prática docente neste sentido.

Proposta: Observa a figura e copia de ponta cabeça e depois de modo normal

Qual dos dois desenhos ficou melhor? O de cabeça para baixo

Por que será? Não achei uma explicação, no entanto, ao desenhar, me senti mais confortável quando o desenho estava de ponta cabeça.

Referências

CARVALHO, Rosita Edler. Removendo barreiras para a aprendizagem. 4.ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.

CARVALHO, Rosita Edler. Educação Inclusiva. Com os pingos nos “is”. 3.ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.


Diário segunda aula

Livro de literatura infantil - Título: Davi, um coelhinho especial! Autora: Cristina Klein Editora: Blu Editora, 2011 Coleção: Trabalhando as diferenças e a inclusão social.

Recorte de um dos slides apresentados na segunda aula: “Interessante atentar que a inclusão preconizada pelo PNE é ampla ao defender e mencionar a inclusão da diversidade humana que não está, somente, limitada às pessoas com deficiência, mas dos “diferentes”, como o homossexual, o negro, o índio, o pobre, dentre outros”.

 

Aula 2

Neste dia foram apresentados dois relatos de educadoras que não tiveram em sua formação inicial disciplinas ou conteúdos sobre educação especial.

Impossível não me sentir representada em ambas as falas, pois atualmente sou professora na Associação de Pais e Amigos de Jovens e Adultos com Deficiência e assumir este posto foi resposta a um convite muito carinhoso.

Anteriormente ministrei algumas atividades relacionadas à literatura de forma voluntária nesta associação, primeiramente com intuito de aprimorar minha prática como leitora literária para um grande grupo, mas também com o objetivo de adquirir experiência em ações com pessoas com deficiência, pois na minha formação inicial tive apenas uma disciplina que abordava a teoria e não houve prática.

Quando surgiu uma vaga para professora, a associação entrou em contato para me fazer o convite. Senti-me lisonjeada com o reconhecimento, mas em reunião com a coordenadora, expus meu anseio de não ter uma formação específica na área. Uma das falas dela, nesta conversa, me mostrou algo que ainda não havia parado para pensar. Não saberei reproduzir tal qual foi dito, mas em outras palavras, ela sinalizou que o importante era ter tato com os alunos, independe da deficiência e isso eu tinha demonstrado ter nas ações voluntárias. Depois, refletindo sobre isso, me dei conta que essa preocupação em não ter uma formação especifica demonstra que de fato sou educadora, pois a busca pelo que desconheço para aprimorar a prática será constante.

Com isso, hoje, passados cinco meses desde que comecei a trabalhar na APAJAD, me sinto privilegiada. É a minha primeira experiência como docente titular de uma turma e com certeza a mais significativa da minha vida, pois diariamente aprendo não só como ser professora, mas como ser um ser humano mais empático. Desde o ingresso na pedagogia tinha a percepção de que lecionar é o movimento continuo e mutuo entre ensinar e aprender com o outro, e hoje tenho certeza.

Trago a seguir trechos das duas falas apresentadas em aula que me representam muitíssimo.

Fala 15: “[...] Trabalhar com alunos deficientes não é coisa fácil, mas também não é o caso de não aceitar só por que não temos formação, pois temos que ir à luta. A formação a gente vai buscando por toda a vida e depois, tem coisas que só se aprende na prática mesmo [...]”.

Fala 26: “[...] Já aprendi muito com estes alunos, muito mais do que com os outros que não tem nenhuma deficiência: pra mim formação é isso: vou lendo, conversando com minhas colegas, experimentando, nem sempre dá certo, às vezes me sinto literalmente perdida, falta o conhecimento, né? Será que meu trabalho seria melhor se eu soubesse mais sobre as deficiências? Não sei.”.

Como afirma a professora da fala 15, a formação, buscamos por toda vida e tem coisas que só aprenderemos na prática. Cada dia que passa isso é mais notório na minha prática, uma vez que tenho buscado mecanismos para aprimorar a prática conforme as demandas vão surgindo. Complementando o colocado, a educadora da fala 26 representa as indagações que os profissionais da educação deveriam constantemente se fazer, independente de ter ou não na classe, alunos com deficiência, pois essa é uma das múltiplas diversidades existentes.

Inclusão x Integração


Integração é um processo no qual a pessoa com deficiência ou em situação vulnerável, é capaz de participar na sociedade do jeito que ela está organizada. Já a inclusão é uma proposta de tornar a sociedade acessível às pessoas com deficiência, garantindo a participação de todas no meio social (SASSAKI, 1997:24).


Referências

CARVALHO, Rosita Edler. Removendo barreiras para a aprendizagem. 4.ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.

SACRISTÁN, J. Gimeno. Educar e conviver na cultura global. São Paulo: Artmed, 2002.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 7ed. Rio de Janeiro: WVA, 2006. ___. Bibliotecas escolares inclusivas. São Paulo. Disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/211/o/SASSAKI_- _Acessibilidade.pdf?1473203319


Diário terceira aula

Proposta – Deficiência, transtorno ou dificuldade de aprendizagem

Aula 3

No inicio da aula assistimos o vídeo dos sapos, onde, de acordo com a minha interpretação, mostra que encorajar o outro a realizar uma ação é um potencializador efetivo para o êxito e pleno desenvolvimento da mesma.

            Posteriormente entendemos a diferença entre deficiência intelectual, transtorno de aprendizagem e dificuldade de aprendizagem.

A de deficiência intelectual, acontece antes mesmo do nascimento, o transtorno de aprendizagem, geralmente se origina antes dos 18 anos e a dificuldade de aprendizagem, segundo Ciasca e Rossini (2000, p.130) se refere ao ambiente ou trauma. Este, é um termo mais amplo e utilizado para “qualquer tipo de dificuldade apresentada durante o processo de aprender, em decorrência de fatores variados, que vão desde causas endógenas até exógenas”.

E quanto ao distúrbio ou transtorno? Para Ciasca e Rossini (2000) se caracteriza pela perturbação de um processo, sendo que qualquer distúrbio implicaria em uma perturbação na aquisição, utilização ou na habilidade para solução de problemas. É assim, mais restrito. Envolve uma disfunção específica geralmente de ordem neurológica e/ou neuropsicológica.

Sobre os transtornos funcionais específicos:

Principais deficiências intelectuais

Síndrome de Down

·         É uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais no par 21;

·         1 a cada 600 vivos;

·         150000 por ano no Brasil;

·         Em torno de 60% tem TDH e TDAH.

X-Frágil

·         Orelhas e testas grandes e causa deficiência intelectual.


Síndrome de Willi

·         Fraqueza muscular;

·         Dificuldade em mamar;

·         Apatia;

·         Fome em acesso;

·         Dificuldade na aprendizagem;

·         1 a cada 10 mil.

Síndrome Angelman

·         1 a cada 15 mil;

·         Atraso na aquisição motora;

·         Origem materna;

Síndrome de Willians

·         1 a cada 10 mil;

·         Uso excessivo de clichês e efeitos sonoros.

TEA

·         Percebido nos primeiros anos de vida;

·         Maior incidência em homens;

·         Não tem causa específica.

TOD

·         Causa desconhecida;

·         Começa antes dos 8 anos;

·         Humor irritável;

·         Trat. Terapia ind. E familiar;

·         6% da população.

Conclusão: Percebe-se que o diagnóstico não é o destino, mas importa, especialmente ao profissional do atendimento educacional especializado conhecer as principais características da deficiência do aluno.

 

Diário quarta aula

Proposta: Recursos didáticos

Aula 4

Infelizmente não estava presente nesta aula, mas ao ler os slides, primeiramente percebo o conceito de aprendizagem, descrito como “processo pelo qual o comportamento se modifica em consequência da experiência. Para que haja aprendizagem é necessária à ação do sujeito sobre o objeto do conhecimento”.

Em relação ao tempo de aprendizagem, com os questionamentos colocados, somado a minha experiência docente e as afirmações feitas na apresentação, concluo que é imprescindível conhecer afundo as particularidades de cada aluno.

Outros aspectos que contribuem positivamente para melhor desenvolvimento, tanto das aulas quanto da aderência dos alunos as propostas são: apresentar atividades e recursos atraentes, ser afetiva e sensível às demandas individuais, mas para isso, é preciso, como colocado no parágrafo anterior, que se conheça os alunos e suas individualidades.

A seguir, elenco as estratégias demonstradas na apresentação de slides que auxiliam na prática pedagógica:

      Dar tempo para o processamento da linguagem e para responder.

      Escutar atentamente – seu ouvido irá se acostumar.

      Falar frente à frente e com os olhos nos olhos do aluno.

      Usar linguagem simples e familiar, com frases curtas e enxutas.

      Checar o entendimento – pedir para o aluno repetir instruções dadas.

      Ensinar a ler e usar palavras impressas para ajudar a fala e a pronúncia.

      O uso de um diário para casa e escola pode ajudar os alunos a contar suas “novidades”.

      Desenvolver a linguagem através de teatro e faz-de-conta.

      Encorajar o aluno a liderar.

      Criar oportunidades onde ele possa falar com outras pessoas, por exemplo, levar mensagens, etc.

      Providenciar várias atividades e jogos de ouvir por pouco tempo e materiais visuais e táteis para reforçar a linguagem oral e fortalecer as habilidades auditivas.

Em relação ao déficit de memória auditiva recente e na habilidade de processamento auditivo as estratégias são:

      Construir uma gama de tarefas curtas, focalizadas e definidas claramente nas aulas.

      Variar o nível de demanda de tarefa para tarefa.

      Variar o tipo de apoio.

      Usar os outros colegas para manter o aluno trabalhando.

      Trabalhar no computador às vezes ajuda a manter o interesse do aluno por mais tempo.

      Limitar a quantidade de instruções verbais a uma de cada vez.

      Dar tempo ao aluno para processar e responder às colocações verbais.

      Repetir individualmente para o aluno qualquer informação ou instrução que foi dada à classe como um todo.

      Tentar evitar instruções ou discussões na classe que sejam muito longas.

Falando no aspecto da consolidação e da retenção da aprendizagem, segundo a apresentação “os alunos com deficiência intelectual geralmente levam mais tempo para aprender e consolidar coisas novas e a habilidade de aprender e absorver o aprendizado pode variar de um dia para o outro”. As estratégias são:

      Oferecer mais tempo e oportunidade para repetições adicionais e reforço.

      Apresentar informações e conceitos novos de maneiras variadas, usando material concreto, prático e visual, sempre que possível.

      Seguir em frente, mas sempre dar uma revisada para assegurar que coisas aprendidas anteriormente não ficaram esquecidas com a assimilação das novas informações.

      Assegurar que as regras são claras

      Distinguir o “não consigo fazer” do “não vou fazer”

      Investigar qualquer comportamento inapropriado, perguntando a si mesmo por que o aluno está agindo deste modo: a tarefa é muito fácil ou muito difícil ? A tarefa é muito longa ? O trabalho é adequado ?

Por último, mas não menos importante, um elemento que garante a aderência do educando as vivências, experiências, informações e conhecimentos à eles expostos é a união entre o aluno, o professor e a família.

Para concluir, trago uma reflexão levantada na apresentação que diz respeito ao processo e as estratégias de abordagem para trabalhar com alunos com deficiência. No entanto não se restringe só a este campo, bem como é importante para prática docente como um todo.

As estratégias são meios para alcançar o objetivo, mas não é uma receita de bolo. O que funciona para um, não necessariamente funcionará para outro, assim como o que não funciona para alguém, pode ser uma excelente ferramenta para outra pessoa.

Referências:

FREINET, C. A  educação pelo trabalho. Lisboa:Presença, 1974.

FREIRE, P. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

Folheto produzido por Sandy Alton, da Down´s Syndrome Association, e distribuído pelo Ministério da Educação britânico. Tradução Patricia Almeida.

PALUDO, Conceição. Educação de Jovens e Adultos. V Curso de Alfabetização: propostas e perspectivas, 2012.

VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

VIGOTSKY, L. S. Fundamentos da Defectologia. Obras Completas. Tomo 5. Editorial Pueblo Educacion, 1989.

PIAGET, J. Psicologia e Pedagogia. Rio de Janeiro: Forense, 1985.

GANS A., VIEIRA, S. L. Desenvolvimento Infantil. Gazeta do Povo, 03/2016.

COSENZA, Ramon; GUERRA, LeonoNeurociência e Educação - ISBN – 9788536325484. Acesse em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536326078/pageid/51

 

Diário quinta aula

Leitura do livro: O clube do Arco Iris

Proposta: Plano de Desenvolvimento Individualizado

Aula 5

Começo explicando que o PDI (plano de desenvolvimento individualizado) é um conjunto de princípios baseado na pesquisa e constitui um modelo prático para maximizar as oportunidades de aprendizagem para todos os estudantes.

Baseia-se na pesquisa do cérebro e mídia para ajudar educadores a atingir todos os estudantes a partir da adoção de objetivos de aprendizagem adequados (BERSCH, 2008). E concentra-se nos objetivos, métodos materiais e avaliação que se pretendem flexíveis para poderem ser personalizados para diferentes necessidades de cada aluno (CAST, 2015).

Os princípios do D.U para aprendizagem são: 1) proporcionar múltiplos meios de envolvimento; 2) proporcionar múltiplos meios de representação; 3) proporcionar múltiplos meios de ação e de expressão.

Sobre a AEE

O público alvo da AEE são os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, TEA e Síndrome de Rett.

Sobre o PDI

O que é PDI? Plano de Desenvolvimento Individualizado.

Quem faz? Professora da sala de recursos.

Por que fazer? Porque é direito do aluno.

Como fazer? Analisar a individualidade e oferecer propostas condizentes.


Referências:

CADERNOS DO MEC – Saberes e Práticas sobre inclusão. 2004. BERSCH, R.C.R.; PELOSI, M. B. Portal de ajudas técnicas para a educação: equipamento e materialpedagógico para a educação, capacitação e recreação da pessoa com deficiência física, tecnologia assistiva, recursos de acessibilidade ao computador. Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2008.

BEYER, Hugo O. Inclusão e avaliação na escola de alunos com necessidades educacionais especiais. Porto Alegre: Mediação, 2005.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Lei nº 9394, de dezembro de 1996.

BRASIL. Plano Nacional de Educação. Brasília, MEC, 2001. CAST. Desenho universal para a aprendizagem. APA Citation: CAST, 2015. Universal version 2.0. - www.cast.org / www.udlcenter.org – tradução. Disponível em: www.cast.org. Acesso em: 08 abr. 2017.

DELEUZE, G. Diferença e Repetição. Rio de Janeiro: Graal, 1988. Trad. Luiz Orlandi e Roberto Machado.

FARIA, Yara Prado de. Por que trabalho diversificado? Revista Criança, Minas Gerais, n. 20, janeiro/ 1989.

GALVE, J.L.; SEBASTIAN, E. e outros. Adaptaciones curriculares de la teoria a la practica. Madrid: Editora CEPE, 2002.

MRECH, Leny. O que é educação inclusiva? www.inclusão.com.br. Acesso 12/07/2004.

SAAD, Nader S. Preparando o caminho da inclusão.São Paulo: Vetor, 2003.

SCHWARTZMAN, José S. e Col. Síndrome de Down. São Paulo: Memnon: Mackenzie, 2003.

 

Observação: Acrescentei as referencias de cada aula, mesmo não as mencionando diretamente, pois ao montar este diário, além de ser uma atividade para disciplina, pretendo usá-lo como documento para recorrer quando necessário. E acredito que já dispondo das referencias ao final de cada temática abordada durante as aulas, facilitará nas buscas futuras.

 

De: Estefânia

Para: Professora Gil

Prof. quis deixar um recadinho ao final destes estudos pra ti.

Primeiramente gostaria de te agradecer pelo compartilhamento das tuas vivencias e experiências na área, que transcendem a docência e demonstram o amor, a dedicação e a vontade que tens de lecionar. Sinto-me privilegiada de ter a oportunidade de ser tua aluna pela segunda vez... Espero ainda ser em outros momentos e espaços formativos. Te admiro como profissional, como mãe e como ser humano. Obrigada por tudo! Até a próxima!

Casal de codorna

 Um amigo da Guatemala me contou que uma vez comprou um casal de codornas.

O objetivo dele era que a codorna produzisse os deliciosos ovos de codorna. 

Passou-se o tempo, e nada dos ovos. Ele comentou com um ou outro conhecido. e as pessoas davam pitacos: 

- Tem que fazer um lago para eles. 

Lá foi ele fazer um lago para o casal, mas não adiantou. Nada dos ovos.

Outro, metido a espertão, disse que não tinha aparecido os ovos ainda, por que não comiam direito. 

La foi o dono alimentar ainda melhor os animais. 

Mas adivinhem... Nada de ovos. 

Fez tudo que indicaram. Até sonhar que tinha ovos, ele sonhou, mas nada!

Daí, um dia, depois de uns quatro anos sem ovos e ele ter desistido dessa ideia.

Um conhecedor de aves chegou e disse:

- Sabe por que não tivesses os ovos que tanto querias?!

e ele: Não, homem de Deus! Tu sabe? Me conte, por que eu estou curioso!

- É simples, são dois machos.


Minhoca

 A Lívia queria ir ver a avó, mas a mãe disse:

- Agora tu avó está dormindo, ela é dorminhoca!

Um tempo depois, a Lívia:

- Olha aqui mãe, tô imitando a vó.

A mãe sem entender o por que ela estava se esfregando no chão e dizendo que parecia a vó. 

Não se aguentou e perguntou: 

- Por que a vó, Lívia? Ela se atira e se esfrega no chão por acaso?

a Lívia: 

- Tu disse que a vó era dor minhoca.


Mini-história ~ Lívia, 4 anos.

A exposição precoce às telas e seus efeitos no desenvolvimento infantil

A Exposição Precoce às Telas e Seus Impactos no Desenvolvimento Infantil

Maria Silva


Resumo: Esta pesquisa analisa os impactos da exposição precoce às telas digitais no desenvolvimento infantil, abordando dimensões cognitivas, emocionais e sociais. Com o aumento do uso de dispositivos eletrônicos por crianças pequenas, a tese busca compreender as consequências dessa interação precoce com a tecnologia e propor diretrizes para um uso equilibrado.

Introdução

A introdução apresenta a problemática da exposição às telas e seu crescimento acentuado nos últimos anos. Discute a relevância do tema, especialmente em contextos pós-pandemia, onde o uso de tecnologia se intensificou. Delimita os objetivos da pesquisa e a hipótese central: a exposição excessiva às telas pode prejudicar o desenvolvimento integral da criança.


Revisão da Literatura

A revisão abrange estudos sobre:

- Desenvolvimento infantil: Fases do desenvolvimento cognitivo e emocional.

- Uso de telas: Tipos de dispositivos e conteúdo consumido.

- Efeitos negativos: Pesquisas que relacionam a exposição às telas com problemas como dificuldades de atenção, ansiedade e desenvolvimento social prejudicado.

- Benefícios potenciais: Uso moderado de tecnologia para educação e aprendizagem.


Metodologia

A metodologia empregada é qualitativa, baseada em:

- Entrevistas: Com pais, educadores e especialistas em desenvolvimento infantil.

- Grupos focais: Discussões com famílias sobre hábitos de uso de telas.

- Análise documental: Diretrizes de saúde e educação sobre uso de tecnologia por crianças.


Resultados

Os resultados revelam:

- Dificuldades de atenção: Muitas crianças relatam problemas de concentração após períodos prolongados em frente a telas.

- Desenvolvimento social: A interação reduzida com pares é observada em crianças que usam dispositivos eletrônicos excessivamente.

- Ansiedade e problemas de sono: A pesquisa aponta uma correlação entre o uso de telas antes de dormir e distúrbios do sono.


Discussão

A discussão analisa os dados coletados à luz da literatura existente, reforçando a necessidade de um equilíbrio entre o uso de tecnologia e atividades físicas e sociais. Propõe um modelo de uso saudável, que inclua limites de tempo e conteúdos adequados.


Conclusão

A conclusão reafirma a importância de diretrizes claras sobre a exposição às telas e sugere que tanto políticas públicas quanto a educação familiar devem ser orientadas para promover um uso responsável e consciente da tecnologia. Recomenda ainda a realização de estudos longitudinais para aprofundar a compreensão dos efeitos a longo prazo da exposição às telas.

Referências:

1. American Academy of Pediatrics (AAP). (2016). Media and young minds. Pediatrics, 138(5), e20163112. DOI: 10.1542/peds.2016-3112.


2. Hinkley, T., Carson, V., & Hesketh, K. D. (2015). A systematic review of the relationships between screen time and physical activity in preschool children. Journal of Science and Medicine in Sport, 18(5), 596-605. DOI: 10.1016/j.jsams.2014.10.005.


3. Nikkelen, C., Valkenburg, P. M., & Huizinga, M. (2014). The relationship between media use and executive functioning in children: A meta-analysis. Developmental Psychology, 50(3), 920-930. DOI: 10.1037/a0034496.


4. **Radesky, J. S., & Christakis, D. A.** (2016). *Media use in preschoolers: A digital sandbox*. *Pediatrics*, 138(5), e20163128. DOI: 10.1542/peds.2016-3128.


5. Sigman, A. (2012). Screen Media, Social Interaction, and Psychological Well-Being: A New Approach to Understanding the Impact of Media on Children. Childhood, 19(3), 319-330. DOI: 10.1177/0907568211430217.


6. Twenge, J. M., & Campbell, W. K. (2018). The Age of Anxiety: Are Teens Really More Anxious? Psychological Science, 29(8), 1214-1224. DOI: 10.1177/0956797618776675.


7. Vandewater, E. A., & Lansford, J. E. (2018). Children's media use and the development of social skills. Journal of Applied Developmental Psychology, 57, 49-55. DOI: 10.1016/j.appdev.2018.06.001.


8. World Health Organization (WHO). (2019). *Guidelines on physical activity, sedentary behaviour and sleep for children under 5 years of age. Genebra: WHO.


9. Zach, K. A., & Becker, M. (2018). Impact of digital media on children’s development: A review of research*. Journal of Child Psychology and Psychiatry, 59(8), 895-908. DOI: 10.1111/jcpp.12920.




SILVA, Maria. A exposição precoce às telas e seus efeitos no desenvolvimento infantil. 2023. 150f. Tese (Mestrado em Educação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023.